13 de setembro de 2008

Vi älskar juryn

Nós amamos o júri

10ºC em Estocolmo, 27ºC em Portimão

Ontem chegámos tarde para inscrever a nossa equipa, mas lá conseguimos descobrir onde era o local das “actividades de recepção aos novos alunos” para ver se nos aceitavam mesmo em cima da hora. E aceitaram, de facto…

As praxes foram há 3 anos atrás e nunca pensei que fosse estar na mesma situação outra vez, lol. Mas dizem que a idade é um estado de espírito, certo? De facto, a maioria do pessoal que lá estava eram caloiros de licenciatura, e depois nós as 4, que já não pudemos formar a nossa própria equipa e tivemos que, assim, juntar-nos a uma pré-existente que estava com falta de elementos.
De facto, não estávamos bem conscientes das regras do jogo: cada equipa ia vestida a rigor, segundo um determinado tema – por exemplo, uma equipa ia toda vestida para a neve, até tinham um trenó! Havia uma outra em que todos os membros eram personagens de histórias, desde a Pipi das meias altas à Sailor moon; numa outra, ia cada um de sua cor com balões a condizer atados à cintura.

Mas a nossa… Era uma banda, com direito a flauta e guitarra, inspirada num grupo sueco de pop / electrónica dos anos 80 com o nome fantástico de “Bana
nas Eléctricas” – LOL. Claro que não estávamos muito a condizer (ai se eu soubesse tinha trazido as minhas calças de leopardo :D) mas lá nos pintalgámos e entrámos no espírito da equipa.

Havia 5 regras básicas para ganhar pontos (a ver se me lembro de todas): ganhar os desafios; os fatos em si (aí é que estávamos pior); o espírito de equipa e a animação; a canção da equipa; e a última era, basicamente, dar graxa ao júri. E, realmente, nesse ponto, a nossa equipa tinha tudo pensado… Enquanto as outras equipas, pelo que vi, se limitavam a dar uns abraços de grupo com o júri no meio ou distribuir bolinhos, nós começávamos, em cada prova, por estender uma passadeira vermelha para o excelso júri não sujar os pés, distribuíamos doces, tínhamos corações pendurados ao pescoço a dizer como amávamos o júri e no final de cada prova dávamos uma rosa a cada jurado (entregue boca a boca, mas não por mim, não se ponham com ideias…). Para além disso, houve outros eventos de graxismo, tais como a Clarissa dar uma aula de salsa a um elemento do 1º júri (que afinal sabia dançar maravilhosamente bem) ou darmos umas massagens a umas juradas (pelos rapazes da nossa equipa), enquanto esperávamos por uma equipa concorrente; até a nossa própria canção era sobre o júri e tinha uma letra do tipo “Vi älskar juryn”, ou seja, nós amamos o júri…



As provas propriamente ditas não eram particularmente originais, e ficavam muito em linha com aquilo que fizemos nas nossas praxes há três anos ou com quaisquer jogos deste evento. Talvez a primeira fosse a mais invulgar, mas porque acho que em Portugal ninguém arriscaria a saúde de dois computadores portáteis completamente em bom estado, usando-os como alvo… Sim, de facto a primeira prova tomou lugar no jardim junto à Biblioteca Real, e basicamente, como os suecos têm, quase todos, computadores Mac (Apple) e não PCs, tínhamos que usar Apples (mas das frutas) para deitar abaixo 2 PCs que estavam empilhados a uns metros de distância. Não é tão fácil como parece, até porque não podíamos atirar as maçãs directamente com as mãos mas tínhamos que, em vez disso, usar uma espécie de fisga, o que fez com que conseguíssemos pouquíssimos pontos.

Mas ao menos engraxámos o júri bem engraxado (e eram tão giros…).
A segunda e a terceira provas eram numa praça perto da estação central, com uma fonte (como convém…). A segunda consistia, basicamente, em dar uma trinca na maçã dentro de água, meter a cara na farinha para comer um rebuçado, deitarmo-nos no chão em fila e passarmos uma carta boca em boca de uma ponta à outra, sem usar as mãos.
Claro que deu azo a muita risota e a fotos bastante comprometedoras… O último desgraçado (um rapaz, por sinal, que se sacrificou pela equipa) tinha que ir a correr para dentro de água e fazer flexões (também é nisto que a graxa ao júri ajuda – o nosso só fez 3 flexões, enquanto vimos outra equipa em que fizeram 12…). Numa terceira prova, tínhamos de passar um ovo por dentro da roupa de toda a gente da equipa e quando chegou ao fim o que estava a passar o ovo teve que o comer (foi o mesmo coitado das flexões)…
Depois disso fomos até à praça do centro cultural de Estocolmo, onde cumprimos mais duas provas: uma de dança, em que era um desafio, nós contra outra equipa, em que dançávamos diversos estilos de música, primeiro dois contra dois, depois as equipas inteiras… A Clarissa acabou por ir buscar uns homens que estavam a olhar e acabámos por pôr montes de gente que não tinha nada a ver com aquilo a dançar também, foi o máximo.


A segunda prova nessa praça foi mais original mas
também mais cansativa, mas acabámos por ser o melhor grupo até ao momento (com bastante sacrifício, diga-se de passagem…): o júri tinha um baralho de cartas e, para cada carta, dizia o nome de duas partes do corpo (um dos nomes sempre em latim) e nós tínhamos que segurar a carta entre essas partes de duas pessoas. Nada de mal, não fiquem com ideias, mas 10 pessoas (o tamanho da nossa equipa) ligadas entre si por várias partes do corpo, tipo “calcanhar com cintura”, “joelho com estômago”, “nariz com orelha”, etc., é obra. O mais engraçado foi mesmo “boca com Gluteus maximus”, em que uma coitada ficou a segurar uma carta ao rabo da Clarissa durante a prova quase toda…

Perdíamos quando deixássemos cair uma carta, mas ainda conseguimos segurar umas 20, entre todos, o que foi bastante positivo (mal posso esperar para ver a foto de grupo que a guia tirou, porque eu estava bem lá no meio e não faço ideia do aspecto geral…). A última foi mesmo a pior, pelo menos para mim, que saí lesionada – basicamente competíamos directamente com outra equipa e a que acabasse primeiro ganhava. O desafio era correr até ao outro lado do jardim, rodar 7 vezes com a testa apoiada num pau de vassoura, voltar para trás a correr e dar passagem ao próximo, etc. Quando regressávamos, tínhamos um doce atado à cintura que tínhamos que comer sem o tocar com as mãos… Escusado será dizer que… Dei um tombo, lol. Depois de andar 7 vezes à volta, tentar correr a direito dá geralmente mau resultado. Mas lá me levantei e voltei para trás e comi o meu doce com relativa facilidade… No final ganhámos mais este desafio, isso é que é importante. Só foi pena ter que fazer estas figuras à frente de tipos tão giros…

Ah pois é, lembram-se daqueles rapazes da mesa de ontem, 4, todos giros e simpáticos, um dos quais aparentemente é o novo amor da vida da Clarissa? Estavam lá, todos eles, não como participantes mas como guias de diferentes equipas (não da nossa, mas dos nossos concorrentes)… Primeiro vimos o loiro da Clarissa, que estava com um estilo… Todo bem vestido, até dava gosto. Depois disso, naquele último desafio em que eu fiz as figuras mais tristes da história (mas ganhámos!), estavam dois outros rapazes da mesma mesa, que mal eu cheguei com a equipa começaram a apontar para mim tipo “Olha já conhecemos aquela…” Enfim, é a vida. Mas realmente, hoje estávamos a comentar entre nós as 4 (que começamos a formar uma “sisterhood” tipo Sexo e a Cidade, já decidimos os papéis respectivos e tudo), esta cidade tem rapazes giros às carradas… Se continuarmos a usar o código da Clarissa e da Stefania (de rodar o dedo junto ao canto da boca quando se vê um gajo giro), é como dizia a Shermaine hoje, no final dos dois anos do mestrado temos um buraco no meio da cara…

Chegámos a casa estafadas, foi comer e dormir. Acordar a meio da tarde, arrumar coisas, fazer e comer jantar e segue-se mais uma saída – no âmbito do mesmo evento de recepção aos alunos, uma festa até às 3 na associação. Yey! Vemo-nos amanhã, então…

3 comentários:

Carolina/e disse...

Com que então, "comecei as aulas há uma semana e já estou cheia de trabalho"... tsstss... uma pessoa tem o privilégio de ir estudar para ESTOCOLMO (n é qqer um) e é so festa?! onde é q seguraste a carta na 2a prova, sua maluka? para n o dizeres prefiro nem imaginar... é assim q representas a nossa nação valente e imortal?! vai mas é studar pah!!;)
beijinhos!!*

Janebloom227 disse...

Para esclarecer a dúvida legítima da Carol, segurei uma carta com o joelho ao estômago da Shermaine e outra entre a minha orelha e o nariz da Dasha. nada de mal portanto... :P

O BíRÙS tem Bacúolo? disse...

Gostei, desse gesto, de quando vêem alguém "bonzito"...bem em vez de fazerem só gestos, quando é k passam para a acção???
Só a clarisse, é que foi capaz( apesar de involutariamente!!!)....
Esta novela, tem k começar a ter outro tipo de cenas, pelo menos descritas....

Desculpa, tanta festa!!! Eles comemoram o carnaval em setembro???
Estou a ver k sim....
Bem bjinhos e defende a nação...K o socrates já tá cansado....