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Com as últimas aulas e apresentações, festas ou saídas quase todos os dias e a azáfama das compras de Natal, claro que houve eventos a ficarem de fora deste blog, como o nosso fantástico jantar de tacos na semana passada.
No entanto, achei que era mais interessante dar-vos uma perspectiva do Natal na Suécia, em termos de tradições, e meter lá pelo meio o nosso jantar de natal do corredor e outras coisas interessantes.
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Decorações
Dizia-me o Niklas, aqui há tempos, que Estocolmo no Natal é mais bonita, porque as iluminações de Natal tornavam a cidade mais luminosa numa altura em que o dia dura em média 5 horas. No entanto, só quem nunca viu as decorações em Lisboa é que pode dizer que estas são alguma coisa de especial – muito pobrezinhas mesmo. Sim, há umas luzinhas por cima de meia dúzia de ruas, na maioria delas mesmo só luzes, sem nenhumas formas alusivas ao Natal; nas mais imaginativas, lá se vê umas estrelinhas. Mesmo as árvores de natal são sem graça.
Uma excepção: as decorações de Natal do NK, o maior (e mais caro) centro comercial da cidade, com um gigantesca árvore suspensa do tecto e montras de Natal lindas, como nunca vi.
Quanto às decorações dentro de casa, a nossa “housekeeper” foi simpática ao ponto de nos pôr umas quantas no corredor, para alegrar. Isso e umas velas de Santa Lucia na sala de estar.
Passo a explicar: todas as casas suecas têm dois tipos básicos de decoração de Natal, tão importantes como a árvore de Natal: uma estrela (ou mais) pendurada à janela, que dá um efeito espectacular quando todas as janelas de um prédio têm as estrelas acesas, à noite; e as velas de Santa Lucia, um feriado religioso que cá na Suécia é tão importante como o Natal.
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Santa Lucia
Não está directamente relacionado com o Natal, mas faz parte da época de Natal cá na Suécia. Dia 13 de Dezembro é dia de Santa Lucia, uma santa italiana que, na época do Império Romano, escondia cristãos nas catacumbas e, para iluminar o caminho, usava uma coroa com velas. Neste dia também se celebrava a Lussinatte, a noite mais longa do ano segundo o calendário antigo, em que espíritos maléficos e trolls andavam pelas ruas em busca de crianças que se portassem mal.
Ora os nomes Lussi e Lucia são parecidos, logo, juntaram-se os 2 numa celebração, com cânticos e procissões para afastar os espíritos, e em que há uma Lucia, agora loira, como convém na Suécia, apesar de a original ser morena, com uma coroa de velas, que serve vinho quente (glögg) e bolos feitos com açafrão e distribui doces às crianças.
Ser uma Lucia é uma grande honra na Suécia, e elas são escolhidas a dedo. Para além da Lucia, as raparigas que a acompanham também se vestem a rigor, com uma fita brilhante (tipo aquelas da árvore de Natal) na cabeça, e os rapazes usam uma veste tipo bruxo, com um chapéu em forma de cone e uma estrela na ponta de uma vara. Lol.
Como deverão imaginar, apesar de ainda se verem algumas raparigas na rua, mesmo sem fazerem parte da procissão, de fita na cabeça (até a Dasha aderiu à moda!),
(Ora estão a ver a minha cara quando eu, sem saber de nada disto, vejo dois gajos a passear de fitinha de Natal na cabeça, não estão? Parecia que tinha ficado tudo doido de repente…)
A época de Santa Lucia é um pretexto para inúmeros eventos, tais como o baile de Santa Lucia, do qual já vos falei e mostrei fotos. Aqui ficam mais umas…
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Patinagem no gelo
Na época de Natal também se multiplicam as pistas de gelo em Estocolmo. A primeira vez fui com o Gustavo, um brasileiro cá do prédio (ver foto dos tacos, o que está ao meu lado!), e ele pagou e tudo para me ver fazer umas figuras monumentalmente parvas, lol. Nota mental: nunca mais ir patinar no gelo com um rapaz na “first date” – ok, foi uma saída de amigos, mas ainda assim…
A segunda vez foi com muita gente do curso. O Niklas assumiu o papel de meu professor e de me fazer descolar do poste (eu andava sempre agarrada para não cair) e até fez um bom trabalho, no fim já conseguia andar uns 15 metros sozinha sem cair. Depois de cair umas 8 vezes, lol. Fiquei cheia de nódoas negras mas diverti-me imenso… Quem não se divertiu foi o Mustafa, que deu uma queda (melhor dizendo, caiu um porradão), ficou com o braço inchado e depois de ir às urgências achando que tinha o braço partido, descobriu que tinha uma hemorragia interna na zona do cotovelo… :-s
A Shermaine agarrada ao poste, como eu antes dela! Fomos as piores, mas eu ainda lhe ganhei em quedas: 8 contra 3...
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Compras de Natal
Começámos numa tarde como qualquer outra, com o Mario, Shermaine, Dasha e Espen, os rapazes convencidos de que comprariam tudo numa tarde, nós, raparigas, já sabendo que não seria assim.
A mim levou-me 4 tardes: essa, uma com a Dasha, duas sozinha. Os mercados de Natal de Estocolmo não são nada de especial, caros e pequeninos, em que as únicas coisas de jeito são a um preço impossível. Restam-nos assim as lojas normais, mesmo sabendo que não acrescentam nada ao que há em Portugal. Mas aqui e ali ainda se encontra qualquer coisa mais original ;) Agora é esperarem para ver!
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Jantar de Natal
O jantar oficial foi aqui no corredor, com 14 pessoas, 2 das quais à última da hora. A ementa foi: sopa de tomate (muito boa), baguette com um recheio de vegetais picantes, massa com cogumelos (demasiado picante), arroz com frutos secos a acompanhar um frango com vegetais e geleia de alperce, e para finalizar folhados de chocolate e de maçã, mousse de chocolate e menta e arroz-doce.
O jantar não-oficial foi improvisado aqui na nossa cozinha. O Mario tinha que fazer tempo até às 3 da manhã para ir para o aeroporto e achou que não era má ideia fazermos um jantar de Natal cá no corredor. Fizemos lasanha (ou, como dizia a Giulia, muito ciosa da sua nacionalidade italiana, “uma espécie de comida que tem a mesma forma que uma lasanha”)
E assim ficam as notícias natalícias cá da Suécia. Amanhã volto para Portugal, yey! Por isso provavelmente podem ouvir estas histórias e muitas mais em pessoa, num café perto de si :P
Vemo-nos em breve!!!








