14ºC em Estocolmo, 21ºC em Portimão
Sexta à noite: altura do primeiro de dois jantares multiculturais que muitas surpresas trariam…
Encontramo-nos no metro, estação mais próxima da casa da Su. Toda a gente a carregar comida e bebidas, o que atraía os olhares de muitos curiosos… Ainda pensámos se não seria de fazer negócio a vender comida na rua… Mas não. A casa é gira, rés-do-chão, nos subúrbios, o “ninho de amor” da Su e do seu namorado sueco, o Philip. A comida começa a sair dos sacos e a ser disposta em cima da mesa, e é imensa, muita mesma, alguma de aspecto familiar, outra nem por isso. Conseguem adivinhar qual é a minha?
Anyway, provei de quase tudo (menos as bratwurst, que é como quem diz salsichas alemãs, do Mario) e passo a descrever algumas das iguarias:
Eli (China) – porco frito num molho meio doce, meio picante, muito bom
Ghezal (Suécia / Irão) – frango e arroz com “persian berries” (bagas persas?), umas bagas com aspecto de sultanas mas de cor vermelha viva e azedinhas
Marike (França) – um bolo de maçã fantástico
Clarissa (Peru) – não sei explicar… uma espécie de puré com batata, maionese, chili, tomate e frango, mistura estranha mas deliciosa….
Iskra (Croácia / Canadá) – salada de cuscus com pimento e tomate
Giulia (Itália) – duas saladeiras com dois tipos de “pasta”: uma com tomate cereja e orégãos, outra com “pesto” feito por ela – de salivar!
Mustafa (UK / Egipto) – um cheesecake óptimo, mesmo para quem não gosta de cheesecake…
E assim por diante. Era imensa comida e sobrou a montes, menos de algumas coisas, como o meu arroz-doce, que toda a gente adorou! A Eli comeu 3 vezes, e toda a gente que provava, primeiro um bocado a medo, gostava imenso. Foi engraçado descobrir que no Egipto têm um prato parecido, pelo que me disseram os dois irmãos…
Mas agora que já descrevi a parte gostosa do jantar, e aproveito para dizer que comi que nem uma alarve, fiquei super cheia e até mesmo maldisposta, passemos à parte social. Chegados a casa, sapatos à porta, como convém. E fiquem mesmo com esta ideia na cabeça, do pessoal a andar pela casa em meias, que será importante mais tarde. Uma imagem para realçar como o hall de entrada tomou aspecto de sapataria:
Comíamos em pratos de plástico, sentados no chão, em círculo(s), a conversar uns com os outros, a conhecermo-nos melhor, especialmente aqueles de nós que não têm tanta oportunidade de falar fora das aulas.
A parte mais gira viria quando a Clarissa fez uma última tentativa de por o pessoal a cantar / dançar. O Mustafa foi forçado a entrar em cena durante uma música de Queen, aquela da bicicleta, e começou a fazer palhaçadas com o Espen, nomeadamente a fingir que andava de bicicleta à volta da sala. Ora, pulinhos em meias em chão encerado e não é preciso ser um génio da matemática da vida para ver que a equação se iguala a uma queda descomunal, que provocou risos descontrolados, choro de tanto rir e que, por sorte minha e azar do Mustafa, aconteceu no preciso momento em que eu tinha começado a filmar :D Durante o resto da noite os irmãos ainda me tentaram coagir para eu apagar o filme, mas eu não o fiz, é bom demais… :D Depois de uma promessa de que este não iria parar ao YouTube, o Mustafa lá ficou mais descansado. Claro que não prometi nada em relação a publicá-lo no blog… Have fun ;) (sugiro que baixem as luzes para ver o filme, porque está um bocado escuro e não se vê bem com o reflexo no ecrã)
2 comentários:
Então não provaste as salsichas do Mario?? :P
Não se percebe nada que comida é que levaste? Foi algum bacalhau com batatas a murro?
Lol Cris... Experimenta a olhar para a foto com olhos de ver, se calhar é capaz de ser o tabuleiro que diz Portugal... Não?
E eu farto-me de dizer que o pessoal gostou do meu ARROZ-DOCE... Qual é a tua dúvida????
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