9ºC em Estocolmo, 27ºC em Portimão
Aproveito, antes de mais, para divulgar (finalmente) a tão falada foto de grupo que tirámos na 3ª feira e que a Clarissa só agora decidiu mostrar ao pessoal:
Legenda (da esquerda para a direita): Atrás: Delower (Bangladesh), Mustafa (Egipto / Sudão / UK), Espen (USA / Noruega), Kanwal (Índia), Haythem (Egipto / Sudão / UK), Xinming (China) Abaixo deles: Clarissa (Peru), agarrada à Iskra (Canadá / Croácia), Shermaine (Singapura), eu, Dasha (Rússia), um veterano nosso do qual não sei o nome Sentados no sofá: Karin (Suécia), Mario (Alemanha), Eli (China) e Niklas (Suécia) Fila de baixo: Ghezal (Suécia / Irão), Giulia (Itália), Su (Alemanha), Khayrun (Suécia / Bangladesh) No sofá do lado direito: Dhifaf (Suécia / Bangladesh), Marike (Suécia / França), Irina (Ucrânia) e o pobre do Andreas (Suécia) ficou com a cabeça cortada :) Ontem não fiz mais nenhum post porque nos últimos dois dias não há mesmo grande coisa para contar… Começámos as aulas de filosofia da ciência, que têm sido… uma seca, lol. Coitado do senhor, ele bem que se esforça, mas não tem lá muito jeito para aquilo. E ele até que é giro (já foi comparado ao Brad Pitt, apesar de eu achar que não tem nada a ver), dos seus 40 anos, mas anda às voltas, às voltas e não se percebe onde é que quer chegar, e é capaz de passar 15 minutos (eu contei!) a falar de um único slide… As discussões nem têm sido más, até safam as aulas, porque alguns dos temas são interessantes q.b. No meu grupo de discussão estão, para além do Mario, Marike e Giulia, também a Su, o Armin (do Irão), a Ghezal e a Amani, uma rapariga do Omã que usa lenço. Ela é super querida e não parece muito mais velha do que nós (talvez uns 23 anos), mas é casada e o marido anda sempre atrás dela, quer antes e depois das aulas (ela não anda sozinha na rua), quer à hora de almoço. É estranho vermo-nos confrontados com uma situação tão diferente daquilo a que estamos habituados, sobretudo porque não sei até que ponto se pode dizer que ela é verdadeiramente “forçada” a usar lenço ou se é simplesmente uma questão cultural, até porque ela parece muito feliz e no outro dia ouvi-a a falar ao telemóvel com o marido e falava com um carinho tal que não parecia encarar o marido como o cão de guarda, mas como um companheiro. Vamos esperar para ver como é na realidade…
Escusado será dizer que o jantar do Vapiano teve repercussões: o Mario agora é conhecido por Orlando Bloom por muita gente, os irmãos já foram apelidados de “Mushroom brothers” e eu não me escapei à troça geral depois de a Dasha contar à Clarissa e esta última a toda a gente que encontrou a história do italiano e do seu copo de vinho. Ainda hoje, mais uma vez, o Mustafa começou a gozar comigo, porque eu deixei-o passar em primeiro lugar para a cadeira dele, e ele comentou: “So nice, you waited for me!” E eu: “I’m a rather nice person, I don’t know why people won’t recognize it…” E ele faz uma cara séria e diz: “I do, seriously, I do… But I’m not going to buy you a glass of wine, you know?” Lol. E falando a sério, o Espen ofereceu-se para me pagar um copo de vinho, da próxima vez que sairmos.
Ontem à noite tivemos mais um jantar de raparigas (para acabarmos com o que tinha sobrado da última vez). Éramos ainda mais do que da última vez e, como tal, a barulheira e parvoíce ainda foi maior. Mas ao menos rimos até a barriga doer… para além das 6 da última vez (nós as 4 e as 2 alemãs) ainda jantámos com a Patrícia (alemã), a Violenne (francesa) e uma turca cujo nome não apanhei bem, mas soava a algo como Bhirun.
As próximas hostilidades combinadas foram saída a mais um bar da associação de estudantes nesta sexta (onde vou conhecer um português, finalmente!), seguido de uma festa russa (vamos acompanhar a Dasha), actividades e jogos por equipas no sábado e estamos a organizar um almoço multicultural no próximo fim-de-semana, em que cada pessoa leva um prato característico do seu país… Deve ser muito giro. Entretanto também já divulguei pelo pessoal a lista com os aniversários de toda a gente, só numa de sabermos a quantas andamos (e termos mais uns motivos para festejar). A minha mãe diz que ando armada em cheerleader, mas então, uma pessoa tem que aproveitar, enquanto o trabalho não é muito… Acho que nomes que vem já não me vão ouvir falar de saídas, só se for a saída dos viriões das células, ou algo do género. Já nos avisaram que a próxima cadeira é tão má que mal vamos ter tempo para respirar… Por enquanto é só fingir que ouço o professor de Filosofia enquanto jogo ao jogo do galo com o Mustafa.
1 comentário:
O marido da moça anda sempre atrás dela? Bem, realmente há com cada costume...
Vais mesmo ter de te armar em enóloga. Então e que pratinho típico é que vai representar este belo país à beira-mar plantado??
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