7 de setembro de 2008

Dansa

Dançar

11ºC em Estocolmo, 21ºC em Portimão

Reunião terminada, post no blog feito, e ala que se faz tarde! Felizmente consegui apanhar o comboio certo (depois de perguntar a alguém na estação) e a minha intuição também me ajudou a sair na estação certa, visto que eu tinha apontado mal o nome da estação… Enfim, com mais ou menos contratempos lá consegui chegar a casa sã e salva. Encontrei a Dasha a jantar (às 16h30!!!) e esperei um pouco por ela para irmos juntas ao LIDL. A sessão de compras foi um verdadeiro alívio, porque me apercebi que de facto é bastante mais barato ir lá do que a uma cadeia de supermercados sueca… Comprei quase o mesmo do que da última vez que fui a um supermercado e paguei metade! Decididamente, se o IKEA é a grande invenção sueca, o LIDL é a grande invenção alemã… :)
Para não variar, comprei mais coisas do que devia, o que fez com que demorasse uma eternidade a levar os sacos para casa. Lá cheguei, com muito esforço, e preparei-me para começar a fazer o meu jantar (às 17h30, lol). A Shermaine também lá estava, e não deixou de ser engraçado reparar que íamos comer praticamente o mesmo – fizemos ambas um refogado com alho, cogumelos e salsichas, a única diferença foi que ela o incluiu numa salada e eu juntei natas e cozi umas massas para acompanhar – ficou mesmo bom! Mas até que conseguisse pôr o raio do fogão a funcionar, está bem está! O fogão daqui é, como o meu pai diria, muito licodoce, que é como quem diz, tem manias! É eléctrico, com 4 bocas, e temos que primeiro ligar o temporizador para ele funcionar; depois disso temos que colocar a panela sobre a boca respectiva, senão ele não liga; e depois, não pode ser qualquer panela, têm que ser umas especiais, etc. e tal… Ora o que eu não percebo é, se cá só há fogões daqueles, porque é que não compraram todas as panelas do tipo das que dão para cozinhar neles! Não, andou a Je às voltas com uma frigideiras das “erradas”, e aquilo não ligava nem por nada, porque não detectava a presença da frigideira. E fogõezinhos à antiga, não? É o que dá complicar as coisas simples…

Com isto tudo, atrasei-me, para não variar, e tive que me despachar à pressa para irmos ao tal bar de inauguração do ano lectivo, na universidade. Comprei o passe, apanhámos o autocarro (temos um directo à porta, que sorte!) e lá fomos nós as 4 felizes e contentes. A viagem de autocarro foi completamente hilariante, tendo o principal tema de conversa recaído sobre… rapazes… Sem surpresas, portanto. Mas aquela Clarissa é completamente doida, fartámo-nos de rir com as bocas dela. A Shermaine está numa de japoneses, a Clarissa numa de homens mais velhos e a Dasha acha os suecos são muito giros (tem bom gosto :D). A meio da viagem, o Espen enviou-me uma mensagem em Português, a perguntar “onde estás?” e lá lhe respondi que estávamos a caminho. Numa das paragens seguintes, entra a Marike, que não sabia muito bem se era aquele o autocarro mas ao ver-nos ficou mais descansada, até porque a Clarissa fez logo questão de lhe dizer (não se esqueçam de imaginar aquele sotaque latino de espanhol a falar inglês): “Don’t worry: you’re with us, you’re with God” – risada geral outra vez, por supuesto.
O Espen, coitado, estava à nossa espera à porta, em vez de ter entrado logo. Encontrámos ainda duas alemãs vizinhas da Clarissa no andar dela, que se juntaram a nós.

O bar estava giro, com um espaço grande com mesas com velinhas para as pessoas se sentarem e conversarem, também mesas lá fora (claro que a maioria de nós, não-suecas e friorentas, nem sequer considerou essa hipótese) onde descortinei, logo à chegada, o David, com uns amigos. Acho que se o Erik tivesse aparecido (enviei-lhe uma mensagem a convidar) ainda tinha ido falar com ele, mas assim não arrisquei… O Erik às tantas respondeu-me à mensagem a dizer que estava sem comida por isso tinha passado montes de tempo na cozinha e já não ia dar para ir, mas que se calhar hoje me dizia qualquer coisa… Fico à espera. Entretanto, a conversa em redor da mesa seguia animada, e então no nosso cantinho, comigo, a Clarissa de um lado e a Marike do outro, foi hilariante. Imaginem uma mesa quase só de gajas, todas com um parafuso a menos e a língua destravada; agora imaginem o coitado do Espen no meio disto... Tive mesmo pena dele a certa altura, mas ele também não se ficava e entrava na brincadeira. Às tantas insistimos com ele para nos dizer qual era o tipo de rapariga dele, ao que ele responde: “Para mim, ideal era ter uma rapariga de cada continente.” E depois pensa um pouco e acrescenta: “Excepto talvez a Antárctida.” Ao que a Marike responde, ironicamente: “Ah ainda bem que esclareces esse ponto, já estava a imaginar-te com uma pinguim fêmea…” E a conversa foi assim o tempo todo, só parvoíce pura, mas ao menos deu para rir bastante.

O Espen até tirou os óculos para a fotografia...

A 3 meninas da ponta da mesa - Marike à esquerda, Clarissa à direita e a do meio vocês já conhecem...

Su (uma das alemãs) à esquerda, Dasha à direita...

A Shermaine aparentemente a fazer publicidade a uma marca de cerveja sueca...

O bar tinha aberto às 4 da tarde (!), logo, como chegámos só às 8, já estava próximo do fecho. O pessoal da associação teve que nos pedir para sairmos, às 10 da noite, a nós e a um grupo de 4 (dois rapazes, duas raparigas) em que estavam tão bêbados que: as raparigas deram um beijo a pedido dos outros; ao tentarem sair das cadeiras
tropeçaram e 3 deles caíram uns por cima dos outros; uma das raparigas perdeu o sapato e estava tão zonza que não acertava com o pé para voltar a calçá-lo; a outra, vendo as nossas caras, veio perguntar-nos, com uma cara séria: “Are you laughing at us?” ao que respondemos que não, só para ela voltar a dizer: “It’s ok if you were, because I think it’s funny too!” e desata-se a rir, acompanhada por nós, claro; a outra rapariga ainda caiu no chão mais uma vez, a nossa italiana (uma amiga da Sabrina chamada Stefania) imitou-a no gozo, logo, risos a dobrar; um dos rapazes, o mais sóbrio, só dizia sorry a torto e a direito; depois disso ainda apanhámos o mesmo autocarro e na paragem deles, a bêbeda, que estava bastante a leste, demorou imenso a sair e as portas fecharam e o autocarro arrancou com ela ainda lá dentro, com os outros a olhar lá de fora, até que o restante pessoal no autocarro, a ver se se livrava do espectáculo cómico-trágico (apesar da Clarissa continuar a dizer “I should have brought popcorn”), lá avisou o motorista e este parou uns metros mais à frente, para a outra sair a cambalear para os braços dos amigos. Acho que mais comentários sobre o assunto são escusados… :D

Nós saímos em Gamla Stan, porque íamos ter com a Iskra a um bar tipo Indie. Despedimo-nos da Marike, que tinha que ir porque hoje tinha umas coisas combinadas de manhã com o pai, e do Espen, que se devia estar a sentir um intruso na nossa “ladies’ night out”. Despediu-se de mim com um “obrigado pela companhia, boa noite” e preparava-se para se ir embora quando as outras reclamam: “então só ela é que tem dir
eito a despedida?” e ele, para compensar, lá disse adeus em todas as línguas que sabia…
Afinal o bar onde a Iskra estava era a pagar entrada, 120 SEK (mais de 12 euros) só assim de repente, para ouvir uma banda que não sabíamos muito bem se gostávamos, pelo que decidimos ir a outro sítio indicado pelas alemãs (Sabrina e Susana, as segundas que conheço com estes nomes só em 2 semanas na Suécia). Apanhámos o metro (aqui todos os transportes pertencem à mesma companhia, por isso uma pessoa que compre passe pode andar em todos, comboio incluído) e saímos numa praça já na nossa ilha, super animada, com centenas de pessoas nas ruas. Já agora aproveito para divulgar uma fotografia que tirei no metro, de um poster a publicitar o jogo Suécia-Portugal de 11 de Outubro (a insinuar que os portugueses são uns bebés – mas reparem bem no biberão do Ronaldo, com diamantes!)…


Continuando, àquela hora (23h), tendo jantado às 18h, a fome apertava, e acabámos por entrar num McDonalds para umas batatas fritas ou, no caso da Dasha, um hambúrguer enooorme. Aqui temos a Stefania e a Clarissa no Mc...


Por fim, fomos a uma discoteca com o nome extremamente original “The Club”. O porteiro disse-nos que era noite de hip-hop, logo, lá fomos nós preparadas para festa. Lembrou-me tanto mas tanto uma certa noite no Sardinha Biba, em Braga…
Foi mesmo muito divertido, como devem imaginar, eu que adoro dançar…

Shermaine, Dasha, Clarissa et moi :D

Eu a fazer de emplastra da Stefania...

A Clarissa puxava constantemente tipos giros para o meio do nosso grupo de 6 gajas, e eles lá ficavam um bocado a dançar connosco. Aliás, a Clarissa e a Stefania têm um código especial para quando vêem um rapaz giro (apoiam o dedo indicador ao canto da boca e rodam), mas às tantas eram tantos que em vez de ser só o indicador já punham a mão inteira… A sério, tanto na universidade como na discoteca, muitos rapazes giros vimos nós. Paletes!!! Mas nem sempre suecos… A Clarissa perguntou o nome e nacionalidade a vários, e pelo nosso grupo passaram alguns suecos, um grupo enorme de alemães (alguns bem jeitosos), um sérvio, alguns chilenos e até um brasileiro que a Clarissa me enviou, tentando fazer um arranjinho, mas que afinal era casado, como acabei por perceber depois de conversarmos um bocado. É pena, porque era mesmo um homem lindo…
A noite acabou comigo bem pior da constipação, e connosco perdidas pelas ruas da nossa ilha – vá lá que a Dasha tinha mapa e às tantas lá conseguimos encontrar o caminho…

3 comentários:

Unknown disse...

LOOOOOOOOOL, fiz aqui um filme a imaginar a rapariga bebeda a tentar calçar o sapato e a calçá-lo noutra pessoa, haha :D

man, é só boa vida!!! :D beijinhos, obesona!

_KlAuDiA_ disse...

Esse poster enfim... sem comentários...
Que noite... música fixe e gajos giros... tou a ver a locura!!! ;) Isso deve estar a ser espectacular!!!
Beijinhos

P.S. HOMENS CASADOS NÂO!!!!

Janebloom227 disse...

ta descansada, claudinha, eu tenho (algum) juizinho...
Jokas***