Conversa
10ºC em Estocolmo, 22ºC em Portimão
Ontem conversei imenso… Sobre um pouco de tudo e com várias pessoas diferentes. Com a Giulia e o Mario de manhã, sobre história do mundo e de Portugal (em resposta à pergunta da Giulia “porque é que Portugal já foi dono do mundo e agora é o que é?”), sobre cultura geral, sobre educação. Ao almoço, com o Espen, sobre a importância de votar e sobre o sistema político nos EUA. Depois do almoço com o Haythem e a Clarissa, sobre religião e as mulheres na religião muçulmana, tópico complicado e até mesmo polémico mas que deu azo a uma discussão muito interessante, em que, devo dizer, mudei um pouco a minha visão acerca da mulher nos países árabes (pelo menos em alguns países árabes). Depois das aulas, fomos para um café e a conversa continuou, desta vez já a descambar para a parvoíce, como sempre acontece quando se juntam à mesma mesa a Clarissa, o Haythem e o Mustafa.
E hoje a tendência manteve-se… Desde relações entre homens e mulheres, ao almoço, a mezinhas contra constipações (que andam a atacar a grande maioria da população do curso), às relações com as nossas mães, passando por uma aula em que o objectivo era precisamente discutirmos entre nós um caso de empreendedorismo. Ao final do dia, dei por mim a dirigir-me para o comboio com 4 rapazes: Niklas, Haythem, Mustafa e Espen. Entrámos no comboio e eles decidem ir sair, a um café, para conviver, e convidam-me para ir com eles. Quando eu digo que tenho coisas para fazer, insistem uma vez, e outra, e outra, até quase me convencerem. Pergunto onde vão, dizem que não sabem, acabam por sair na mesma estação do que eu e seguir-me até casa, onde encontramos a Dasha na cozinha, a fazer o jantar. Sentamo-nos os 6 em volta da mesa, em breve a Shermaine junta-se a nós e até a Clarissa, em desde o andar de baixo para a conversa. O Haythem diz-me que gostou muito do aspecto dos meus camarões e se eu posso fazer a receita sem álcool; lá lhe digo que não tenho a certeza de ser tão boa, mas que há outra receita de camarões que ele é capaz de gostar. O tema de conversa alterna entre a faculdade, o tempo, relações, hábitos culturais, línguas, até chegarmos à parvoíce mais pura, especialmente sempre que há uma picardia entre a Clarissa e o Mustafa.
Em suma… momentos bem passados em torno de uma chávena de chá :D
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