13ºC em Estocolmo, 22ºC em Portimão
OK, eu sei, o jogo foi uma porcaria (para não usar palavras feias neste blog que até é lido por menores de idade :D). Mas foi uma festa na mesma…
Antes do jogo, andámos a passear por Estocolmo, eu, o Niklas (o nosso guia), o Mustafa (o mentor da ideia), a Amani, o Xinming, o Espen, a Marike e a Dasha. Mais tarde, juntar-se-iam a nós a Iskra e a Giulia.
Andámos um pouco por todo o lado, desde a casa da justiça à câmara municipal (onde é o jantar dos prémios Nobel), até junto do museu Vasa (uma das atracções de Estocolmo, um museu construído em torno de um navio de guerra que naufragou na viagem inaugural e que foi “repescado” do fundo das águas de Estocolmo e transformado num museu)… Foi giro, principalmente quando eu saquei do cachecol da selecção e comecei a andar pelas ruas assim vestida, com os suecos todos a olhar.
A dada altura deixei o grupo e fui encontrar-me com o Pedro e o Tiago, que estavam com um amigo italiano, Antonio, que é um pagode. Antes de partirmos para o jogo ainda fomos a um bar para eles e o casal sueco que ia connosco beberem umas cervejas (suecos muito simpáticos e nada com ar de suecos, ela até nos cumprimentou com 2 beijinhos !)… Ao entrarmos na estação vimo-nos rodeados por um mar de suecos, azul e amarelo, e nós os 3 éramos os únicos de cachecol verde e vermelho. Mas até acabou por ser engraçado, eles olhavam para nós como se fôssemos uma aberração e até quiseram tirar fotos connosco…
À chegada ao estádio o espírito estava ao rubro. Os nossos lugares eram bem lá em cima, por trás de uma das balizas, sem hipótese nenhuma de aparecer na televisão – até porque os suecos fizeram questão de nunca filmar a claque portuguesa. Éramos pouquinhos, uns 2000 contra uns bons milhares de suecos (mais de 20 000), mas o que é certo é que nos fizemos ouvir mesmo por cima dos suecos, que estiveram a maior parte do jogo sentadinhos, muito compostos, a ver o jogo e a aplaudir ocasionalmente… Foi pena o jogo não traduzir o espírito que se viveu na bancada, o resultado foi mesmo mau. E de cada vez que o Ronaldo se atirava ao chão, eu só via a cara do Mario a dizer-me que odiava o Ronaldo porque ele estava sempre a mergulhar para o relvado… A verdade é que mesmo eu já me estava a enervar com aquilo.
No geral, valeu a pena. Convivemos com suecos e portugueses, fiquei sentada ao lado do Pedro e fartámo-nos de conversar no intervalo, ainda nos rimos com as parvoíces de adeptos dos dois lados e com o Antonio, que só dizia parvoíces. É sempre bom podermos estar num sítio tão longe de casa e sentir que, por alguns minutos, podemos estar rodeados de pessoas que se emocionam com as notas do hino e que gritam em conjunto, a plenos pulmões: “PORTUGAL!”
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