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A Vivi não perdeu tempo, depois da saída do último fim-de-semana, em recolher os e-mails do pessoal todo do prédio para fazer a tal mailing list para combinarmos sair juntos. Ontem, à última da hora, recebo um mail do Neil a convidar o pessoal para ir sair à noite e para passarmos antes no 1º andar para uma “pre-party” bem à sueca. Entretanto, tanto o Pedro como o Albert tinham-me falado de uma festa brasileira que ia haver em Lappis essa noite, pelo que decidimos passar por lá.
O 1º andar é bem mais giro que o nosso e tem uma sala enorme, com internet! Temos que começar a ir lá de vez em quando… O Neil, o nosso organizador de eventos, lá andou a servir vodka com sumo de umas “berries” quaisquer às meninas (nós as 4), uma combinação que até fica bastante bem… O Albert decidiu juntar-se a nós e lá fomos em direcção a Lappis.
A festa brasileira não estava grande coisa, era principalmente pessoal mais velho e a música não era nada de especial… As caipirinhas eram boas mas as do João são melhores (ah grandes noites de caipirinhas na Lapa!). Ao fim de umas quantas músicas, decidimos rumar a outras paragens...
Fomos tentar Östermalm, a zona das discos por excelência, para descobrir que a maioria dos sítios ou eram muito exclusivos mesmo, ou eram para maiores de 25 (e eu a pensar, quando fiz 21, que já não era barrada em lado nenhum), ou pagava-se 150 coroas (17 euros, sem bebidas incluídas!) para entrar. Entretanto, o Pedro, que conheci ontem, juntamente com o seu colega de curso e de casa, o Tiago, e o francês que já ontem o acompanhou à aula de salsa, o William, juntaram-se a nós. Escusado será dizer que a conversa se tornou bastante confusa daí para a frente, num misto de português e inglês… A dada altura desistimos de procurar um sítio naquelas bandas, não sem antes assistirmos a uma cena macaca de um homem caído na rua, ensanguentado, e uns 6 ou 7 carros de polícia à volta (ainda agora não faço a mínima ideia do que aconteceu).
Próxima paragem: Södermalm, a ver se encontrávamos uns sítios mais baratinhos perto de Medborgarplatsen. Nada. O mesmo problema: idade ou preço. Acabámos à porta do “The Club”, onde fomos na primeira vez que saímos juntas, mas a vontade de entrar e pagar 120 coroas não era muita… Para além disso, os portugueses ameaçavam ir-se embora, porque também não estavam com particular vontade de pagar. Foi então que o belo do Neil teve a ideia de voltarmos para casa e fazermos lá a festa, visto que ele tinha lá um “álcoolzito”…
A mudança de programa agradou também aos portugueses, que seguiram a trupe do nosso corredor para uma festa improvisada. Soube tão bem falar português o caminho todo e ouvir piadas em português… Às tantas estava eu a contar-lhes como tinha sido uma tortura para mim no outro dia ver a minha mãe a comer um marmelo com óptimo aspecto quando eu os adoro e cá não há, e começam logo eles: “Epa isso dava aqui azo a uma ou duas piadas fáceis.” “Sim, tu gostas é de marmelada!” E assim por diante. Ou, quando lhes estava a explicar o caminho para o metro, digo-lhes para seguir a estrada principal e começa logo um: “Segue, segue, segue, num bira, segue…” Lol.
O “álcoolzito” era, afinal, álcoolzão. Fomos para a sala do 1º andar, o Neil saca de 4 garrafas de vodka, umas 14 cervejas, sumos, coca-cola, etc. (não faço ideia de onde é que ele guardava aquela tralha toda), outro vai buscar copos, o Neil abre o computador para pôr música, o Albert baixa as luzes e assim, em 5 minutos, se improvisa uma festa.
O Albert foi buscar cervejas ao 6º andar, também, encontrou lá um pessoal a fazer um convívio de despedida do Dioni (espanhol) e convidou-os para se juntarem a nós; a Clarissa encomendou-me uma certa música brasileira que ela andava com vontade de dançar… E assim começa a festa, ao som de “Magalenha” e comigo e a Clarissa a dançar o samba. Não fomos à festa brasileira mas trouxemos o Brasil para a residência e, devo dizer, os portugueses tomaram conta da festa. Os latinos, vá, que a Clarissa era claramente a grande animadora. Dançou-se de tudo um pouco, de Black Eyed Peas a Bob Sinclair (os clássicos), a David Guetta ou mesmo a “Macarena”! Falando em Português, passaram pela pista Daniela Mercury, Vanessa da Mata e Ivete Sangalo, tendo a noite terminado com os acordes iniciais de… “A cabritinha!!!” Ah pois é, mesmo à tuga! Lol vá lá que a Clarissa desligou as colunas antes de os estragos serem demasiado grandes…
Resumindo: para que é que uma pessoa se há-de chatear a procurar um sítio onde tem que pagar para entrar se a melhor festa de todas se pode fazer com bebidas, música escolhida por nós e muita loucura, tudo isto à borla?
2 comentários:
Cá para mim vais para longe, mas ainda arranjas alguém de bem perto LOL
lolol... já ali no meio de dois tugas...lol... (e sem falar das festas... quero essa vida tb) ;)
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