27 de janeiro de 2010

“If you can’t succeed here, you can’t succeed anywhere”

25-01-2010
Foi o que nos disseram na sessão de apresentação de ontem e, de facto, não duvido. O Cancer Research UK é, apenas, o maior instituto de investigação sobre o cancro da Europa e a instituição que mais dinheiro move no UK – e completamente financiada por donativos! Têm TUDO: animal house, laboratórios de proteómica, de fermentação com reactores gigantes, FACS, microscópios de toda a maneira e feitio, pessoal só pra nos fazer todos os meios de cultura / reagentes / linhas celulares de que precisemos… É o paraíso do investigador. Para terem uma noção, às tantas uma das técnicas vira-se pra nós e diz: “Ah e se quiserem anticorpos venham falar connosco que nós fazemo-vos anticorpos monoclonais contra a proteína que estão a estudar. É um desperdício comprarem a companhias como a abcam porque somos nós que lhes fornecemos muitos dos anticorpos!” Lol. É realmente muuuito difícil dizer que não a um sítio em que basicamente se pode fazer qualquer experiência sem limites orçamentais…

Falando da entrevista propriamente dita: correu ok, acho eu, não fizeram muitas perguntas mas todas as que fizeram consegui responder, só me enrolei completamente numa em que estava super nervosa e esqueci-me do que estava a dizer a meio da frase. Mas pronto, não foi muito mau.

As pessoas, agora que já nos conhecemos: há de tudo um pouco. O Andrew, um inglês super competitivo para quem isto toma ares de batalha. A Abaigail, inglesa super posh, de saltos e saia lápis. O Martin, um daqueles tipos com ar de geek fofinhos, de Cambridge. Um tailandês que estuda em Oxford. Uma cipriota que estuda em Manchester. Um grego do Imperial College. Uma húngara que vai ser entrevistada também no programa de Oxford ao qual me candidatei. Um irlandês um pouco tímido. Mas as pessoas com quem me dou mesmo mesmo bem são um polaco chamado Rafal, super querido, um gentleman, mito simpático mesmo; uma italiana de Trieste chamada Nicol; e uma alemã/indiana chamada Jennifer. Aliás, nós as 3 formámos uma espécie de irmandade e hoje até partilhámos as sobremesas, para grande choque dos ingleses.

Também houve outra coincidência engraçada ao jantar – sentei-me num lugar +- aleatório e começo a falar com uma estudante de doutoramento italiana que estava sentada ao meu lado… Quando lhe disse que estava em Estocolmo, diz ela: “Ah, eu tinha uma amiga lá, mas não deves conhecer, a Elisa Storelli?” Loooool apenas a mesma Elisa que morava em Jagargatan, que estava sempre nas mesmas festas que eu, que foi comigo a Oslo e que agora mora em Trieste, tal como a Vera!!!! Lindo! A Alessandra pegou logo no telemóvel, ligou à Elisa e disse-lhe: “Olha vou passar o telefone a uma pessoa…” Quando eu contei à Elisa ela nem queria acreditar!

E pronto, no final do dia das entrevistas está tudo morto, toda a gente foi direitinha para a cama apesar de serem 9 da noite!

1 comentário:

Cristiana disse...

Joana eu se fosse a ti escrevia um livro, porque isto já são muitas aventuras :P

Que vida agitada mulher... :D

Agora mais a sério, estou muito feliz por ti. Fico a torcer para que fiques aí ( mas tenho a certeza que um dos lugares é teu :D:D)

Beijinhos