25 de maio de 2009

På vägen

Na estrada


22ºC em Estocolmo, 24ºC em Portimão


Então e não é que está calor em Estocolmo? Mais que em Copenhaga, onde estavam por volta de 12 ou 13 graus quando por lá passámos. Mas não vamos por a carroça à frente dos bois, que esta viagem teve de tudo um pouco, desde noites de rapazes vedadas a raparigas, engates na auto-estrada, banhos de piscina, andarmos perdido

s numa floresta, uma pousada ranhosa, sexo em público, dançarmos no carro como se estivéssemos numa festa, um guia turístico super giro e Copenhaga, que é LINDA!!!

A viagem: 1572 km, 2 carros, um Audi e um Passat (não estávamos mal servidos), 2 austríacos, 2 portugueses, 2 egípcios, uma russa, uma peruana, um sueco e uma de Singapura, 6 rapazes e 4 raparigas, tudo gente solteira ou que anda perto disso.

Primeiro dia: os irmãos chegam atrasados (típico). O austríaco a horas. Escolhem-se os condutores, dividem-se as pessoas pelos dois carros, eu com a Dasha, Niklas, Pedro e Haythem num, o resto do pessoal no outro. O Niklas, como primeiro condutor, fez os primeiros avisos: "No farts and no pissing out of the window" (citando o próprio).

O Pedro atrofiava, dizia que o Niklas conduzia muito devagar. Mas lá íamos andando… Direitos a Kalmar, no Sul da Suécia, a cantar e conversar.

Ou a dormir... :D



E eis que, a meio da viagem, damos por um carro a alta velocidade, conduzido à doida. Ora nos ultrapassava, ora deixava passar à frente, numa corrida com o carro do austríaco, até que, de repente, é o choque total para o pessoal do nosso carro que não sabia o que se passava quando de repente se abre a janela do "nosso" Audi, no meio da auto

-estrada, e passa um papel ao condutor do outro carro. Nós pensamos "Mas que raio se passa ali" e o Haythem, a conduzir na altura, acelera para ver quem é que ia no outro carro. Qual não é o nosso espanto ao descobrir que o condutor afinal era uma condutora, sueca, loira, toda boa, a quem o austríaco deu o seu número e que lhe ligou de imediato a dizer coisas como: "Gostaste da forma como conduzo este carro? Devias ver-me a andar na minha mota…" E pronto, depois disto não houve quem os calasse com a conversa da loira do Volvo cinzento…

Ai rapazes, rapazes… Na primeira noite, em que estávamos as 4 raparigas num quarto e os 6 rapazes no outro, expulsam-nos à noite porque queriam ter uma "noite de homens". No dia seguinte, quando os vamos acordar, vemos um DVD de filme porno com o título "Road Trip" em cima da mesa… Sem comentários!

No primeiro dia visitámos uma ilha, Öland, que é uma espécie de estância turística da Suécia, com praias e aldeiazinhas turísticas junto ao mar... Fomos visitar um castelo que afinal estava fechado para uma festa privada e acabámos num passeio pelos bosques junto ao castelo, nada de muito longe da civilização e só suficientemente recôndito para desembocarmos do outro lado numa rua da aldeia mais próxima sem sabermos onde estávamos… Mas hoje em dia existe GPS, e bastou um telefonema para o pessoal que ficou no carro com o nome da rua (o Haythem bem disse "estamos parados ao pé de um Volvo", mas acho que o GPS não nos encontrava por aí :D) para os perdidos passarem a achados.

Fotos parvas enquanto esperávamos pelo resgate...


A pousada da primeira noite era espectacular, uma antiga quinta transformada em pousada com sítio para roulottes e pequenos apartamentos, piscinas e campos de futebol e de vólei. Na sexta acordei cedinho, o sol brilhava e não estava assim tanto frio, pelo que decidi ir dar um mergulho à piscina – estava mais quente dentro do que fora… Ao sair cruzei-me com o Haythem, este conta ao resto dos rapazes e lá vão o Haythem e o Pedro também ao banho, sim, que isto uma rapariga mergulhar sem medos e os homens ficarem a ver não podia ser, era orgulho ferido de certeza. O pior foi que quando finalmente se decidiram a mergulhar (eu já vestida a gozar o prato) o sol estava encoberto e soprava uma brisa marinha… Ui ui. Coitados, iam morrendo.

A cara de choque do Haythem ao mergulhar!



No segundo dia fomos direitos a Malmö, cidade sueca que tem a ponte de ligação de Copenhaga. É engraçado como uma cidade tão mais pequena que Estocolmo parece muito maior e cheia de vida, pelas suas avenidas largas, zona de compras espectacular e dezenas e dezenas de esplanadas com milhares de pessoas nas

ruas. É como dizem os suecos, já são mais dinamarqueses que outra coisa… Começámos a nossa visita a Malmö com sol, acabámo-la com chuva intensa e granizo – um presságio nada bom para o nosso dia em Copenhaga…

Em Malmö


E eis que se aproxima o grande momento… Cruzamos a ponte, um carro ao lado do outro, o Pedro com o tronco de fora da janela a tirar fotos ao pôr-do-sol fantástico… E em menos de nada estávamos em Copenhaga.

O outro carro a passar a ponte: Niklas ao volante, Shermaine e Mustafa atrás



(Por isso, não percam o próximo episódio, porque nós… Também não!!!)

1 comentário:

Cristiana disse...

A ver se o próximo episódio vem rápido que aqui não li nada sobre sexo em público... Eheheheh!

Isto parece um filme, mas daqueles que ganham óscares!