O meu laboratório
15ºC em Estocolmo, 20ºC em Portimão
Ora visto que há mais de 3 semanas que estou no laboratório, achei que já era altura de falar do mesmo. Estou a fazer um mini-projecto de 2 meses (a que chamamos Junior Research Project) sobre "Efeito da rapamicina sobre a fosforilação de Akt na presença de interferão-α", num laboratório do centro de investigação em cancro da uni. O projecto é OK, o objectivo principal é mesmo ficarmos com uma ideia do que é trabalho de projecto e aprendermos algumas técnicas, mas o laboratório é um espectáculo!
O ambiente é descontraído, não significando necessariamente relaxado (há pessoal que é completamente workaholic), mas sim que se vive numa atmosfera em que os professores não são colocados num pedestal e em que se compreende que boa ciência não significa sermos escravos e vivermos exclusivamente para aquilo. Toda a gente se trata pelo nome próprio, não há cá títulos e deferências; e há espaços para nos conhecermos uns aos outros fora do contexto científico, tais como o bar do departamento, uma vez por mês, e o famoso fika todas as semanas ou sempre que alguém faz anos. E volta e meia ainda há as celebrações de publicação de artigos ou recepção de bolsas, com direito a champanhe e queijos caros (se bem que eu não goste de queijo). Isto não tem nada a ver com ciência? Talvez não. Mas o certo é que torna as pessoas que trabalham juntas mais próximas e reforça as relações inter-pessoais do grupo, o que é sem dúvida muito positivo.
O chefão do meu laboratório é apenas o director do meu mestrado, lol. Confesso que, apesar de o tratar pelo nome, ainda tenho dificuldade em falar com ele abertamente, apesar de ele ser uma pessoa muito acessível…
A minha supervisora, a Katja, é russa e super simpática. Tem uma abordagem correcta no que toca a mim e à Iryna, a outra estudante dela, que é: orientação cuidada no princípio, para nos ensinar as lides da casa, e depois dá-nos autonomia para planearmos experiências, apresentarmos ideias, etc. quando já nos conseguimos orientar. Os resultados é que não estão a ser famosos…
Trabalho com a Iryna, uma ucraniana do meu mestrado que também está lá a fazer este mini-projecto, com um tema ligeiramente diferente do meu, que tem 24 anos e é casada e mãe de uma menina de 4 anos.
A assistente de laboratório é a Lotte, sueca e super-maternal, chama-nos (a mim e à Iryna) "as suas meninas", lol. E está sempre disponível para ajudar…
De resto, há 3 suecos, um irlandês, um grego, um iraniano e uma japonesa, a Masako, que é um espectáculo. Para além de corresponder ao cliché japonês de andar sempre a tirar fotografias, achou que, aos 29 anos, estava farta de sair com uns e outros sem conseguir encontrar o homem ideal, e então inventou um sistema de avaliação (não estou a brincar) em que avalia cada 1ª saída de 0 a 100 com base em 10 critérios (que vão desde a musculatura do indivíduo a quão interessante foi a conversa) e se ele pontuar mais de 70, então pode passar à segunda saída; senão, adeus e as saídas acabam ali. (Esta história foi contada ontem e gerou um ar de incredulidade na audiência, mas é mesmo verdade).
Quanto ao resto do andar, basta dizer que trabalha lá o Maurijn, a Judith e o Christian (italiano) para perceberem que melhor ambiente não podia haver… :)
1 comentário:
Já um valente tempo k não lia estas coisas...como me rio...joana..só tu e essa tua maneira de escrever...bem esse italiano deve ser fixe...kt a contagem da japonesa...muito lógica....agora só não te tou a ver a andar num ginásio..por mais microscopios ou lentes k tentes falhadamente estragar....
Mas o frio, faz tanta coisa numa pessoa...pk não...levá mas é se ainda ficas em eskeleto...com tanta perda de calorias...
BJ da LR a nónima de sp !!!!
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