16ºC em Estocolmo, 27ºC em Portimão
Olá pessoal! Já tinham saudades minhas, confessem…
A verdade é que hoje foi um dia beem longo. Andei quilómetros!
Ontem acabei por ter muito tempo para falar com o meu companheiro de casa, que é bem simpático. Deitei-me por volta das 11h, contrariamente às minhas promessas de me deitar cedo…
O dia de hoje começou às 8h, com o habitual banho (sim, eu tomo banho), pequeno-almoço, etc. Comecei por ir às compras porque ontem cheguei à conclusão que os restaurantes aqui à volta só estão abertos à hora de almoço, logo, vou mesmo ter que cozinhar, pelo menos ao jantar. Lá passei mais uma hora divertida entre as prateleiras do supermercado, felizmente desta vez sem precisar de consultar tantas vezes o dicionário. No caminho para lá, tive a sorte fantástica de apanhar o meu primeiro aguaceiro de muitos que se seguirão, pelo que me dizem… Mas o tempo aqui é um bocado estranho, porque só num dia podemos ter as 4 estações, alternadas… Quando voltei do supermercado, p.e., já estava um sol radioso.
Encontrei o sueco à volta, que tinha acabado de sair de casa, e decidimos ir a Estocolmo. Fui pousar as compras e, como não podia faltar, buscar a minha máquina fotográfica e o guia da cidade.
A cidade nem é longe, são cerca de 2 km até ao centro, e o mapa do guia ajudou bastante. Parecíamos mesmo uns turistas, como disse o sueco, de mapinha e máquina fotográfica… Nós e os japoneses que fomos encontrando ao longo do caminho.
A cidade é linda, confesso. Está tudo limpo e restaurado, os edifícios são todos do mesmo estilo, pintados de amarelo, laranja ou cor de tijolo, ladeando as avenidas largas e cheias de trânsito (o meu amigo sueco estava um pouco perdido, visto que é de uma cidade bem mais pequena e sem tanto trânsito).
Levámos a viagem toda na conversa, falando de tudo um pouco, desde o tempo aos malefícios da fast-food (ele ficou chocadíssimo ao saber que eu não gosto nem de hot-dogs, nem de hamburgers; eles aqui acabam por ter uma alimentação muito à base de carne, molhos e comida já feita, tipo knorr)
O primeiro monumento com o qual nos deparámos foi o Stadshuset (?), que é como quem diz a câmara municipal, o local onde fazem a entrega dos prémios Nobel (o sueco disse logo à entrada que era ali que ele ia receber o Nobel dele, um dia destes).
O edifício é lindo, todo em tijolo vermelho e com umas cúpulas verdes e douradas; dentro dele temos um pátio com arcadas que dão para um dos muitos braços de mar que rodeias as várias ilhas da cidade;
junto à água, há flores, relva, bancos, fontes e, é claro, japoneses a tirarem fotografias. Houve um momento hilariante em que eu e o sueco ficámos presos no meio de várias pessoas a tirarem fotografias ao mesmo tempo e parecia que estávamos numa corrida de obstáculos, a desviarmo-nos de uma e outra e outra objectiva.
Ficámos alguns momentos só a apreciar a vista e depois dirigimo-nos à Gamla Stan, a ilha central da cidade onde se situa o palácio real.
Escusado será dizer que a ilha estava apinhada de turistas. Onde quer que fôssemos só se ouvia falar japonês, espanhol, italiano, etc. metemos por uma rua de lojinhas, fantástica para fazer compras.
Desde lojas tipicamente para turistas, com os postais e as t-shirts a dizer Sverige (Suécia), a moontes de alces de peluche ou em muitos outros suportes (alces que eu comecei por confundir com renas até que o meu amigo me corrigiu muito indignado). A verdade é que o raio dos alces são mesmo fofinhos. Até há daquelas t-shirts que em Espanha mostram vacas ou touros com vários estados de espírito, aqui na Suécia é idêntico mas com alces. Como eu comentei a dada altura, naquela rua provavelmente havia mais alces do que existem alces reais em toda a Suécia… Mas há imensas coisas giras, então para uma shopaholic como eu é dificílimo não entrar nas lojas todas e comprar lembranças pró pessoal… por exemplo coisas de lã, como gorros e cachecóis e luvas, há aos pontapés, mas também imensas lojas com coisas para a casa com designs giros ou mesmo roupa… Tudo acima do orçamento, é claro…
Acima do orçamento, do meu e do do meu amigo, eram também os restaurantes. A dada altura (às 12h de Estocolmo, 11 de Portugal) a barriga começou a dar horas e começou a busca do restaurante. Era bom era… Tudo caríssimo, sei lá, o preço mínimo que eu vi de um restaurante italiano foi 10 euros cada pizza mais barata. O mais barato! Nos outros eram preços do género 16 euros umas massas à carbonara… Ou nos rendíamos às barracas de fast-food que ofereciam uns hamburgers manhosos a 3€50 os mais baratos ou a tarefa prometia ser bastante difícil. Ainda passámos pelo palácio real e demos umas boas gargalhadas, quer a ver as figuras ridículas que as pessoas fazem os guardas reais assar durante as tradicionais sessões fotográficas, quer na “Royal Gift Shop”, que basicamente é como a loja do Sporting mas em vez de se comprar tudo em verde e branco pode comprar-se tudo com o selo real impresso. Claro que estou a exagerar, não será tudo, tudo, mas digam-me, qual é a piada de comprar um IÔ-IÔ com o desenho do selo real? “Filho, queres ir jogar à bola? – Agora não papá, estou a brincar com o meu iôiô real!” lol
Continuando, como quem espera sempre alcança, lá conseguimos fazer uma refeição por menos de 10 euros, num restaurante de snacks tipo sandes e saladas, em que paguei 6€50 por uma salada (que ao menos era bastante bem servida, numa altura em que eu já quase desfalecia de fome) e 1 € por uma cola. Depois de atacar sofregamente tudo o que estava à minha frente, lá continuámos o passeio, desta vez pelas ruas comerciais e com objectivos bem mais sérios – no caso do sueco, comprar tapete e colcha para o quarto, para mim, comprar bilhetes de autocarro e um cartão para o meu telemóvel. A propósito – já não vale a pena ligarem-me ou mandarem SMSs, pois o meu cartão português está oficialmente fora de serviço até Dezembro. Qualquer coisa, mail!
E pronto, depois deste longo dia, em que já estávamos cansadíssimos e cheios de dores nos pés (pelo menos eu), lá nos predispusemos a percorrer a pé (para o sueco não gastar dinheiro) os 2 km que nos separavam de casa, uma vez mais. No caminho ainda estivemos com parvoíces tipo fingir que quase que éramos atropelados por uma bicicleta (um cenário não tão fora da realidade como isso, visto que me ia acontecendo logo no primeiro dia aqui – como dia o sueco, em Estocolmo os peões estão na base da cadeia alimentar, no que toca a andar na rua, bem abaixo das bicicletas…). O sueco ainda quis ir ao supermercado antes de voltarmos (não que me apetecesse muito, mas lá o fui ajudar, porque eu ao menos já sei onde estão as coisas). Quase uma hora depois, e quase sem sentir os pés, estava finalmente em casa… Ainda tenho que ir fazer o meu jantar e depois (hoje é que é, prometo), caminha bem cedo, que amanhã tenho muita coisa para resolver.
Até amanhã então, pessoal! ;)
3 comentários:
Muito booomm! LOL Adorei principalmente a forma subtil como filmaste o sueco :) Ah e tal...a ver as vistas...ahah Sabes mt tu ;)!
Beijooos***
Esta miúda vai-me para a Suécia estudar e agora anda num clima lua-de-mel...
Brincadeirinha! LOL
Já agora, o sueco não tem nome?? :P
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