31 de agosto de 2008

Flickor

Raparigas

15ºC em Estocolmo, 24ºC em Portimão

Hoje acordei bem tarde, como seria de esperar, e mal tive tempo, durante a manhã, para fazer almoço, arrumar o quarto, etc. Tinha que me despachar relativamente depressa porque tinha combinado com algumas raparigas do curso encontrarmo-nos hoje para nos conhecermos antes do grande dia (ou seja, amanhã).

Apanhei o autocarro mais uma vez e saí em Gamla Stan, a ilha central, para me encontrar com elas. No caminho encontrei um grupo de dois casais portugueses, já na casa dos 60, a discutirem se deviam ir para um lado ou para o outro. Numa situação normal, até parava para os ajudar (é sempre bom falar português e ajudarmos o pessoal) mas, como já estava atrasada, decidi continuar…

Cheguei ao ponto de encontro, a estação de metro, mesmo em cima da hora. Realmente havia uma rapariga asiática encostada à parede mas como quando entrei não levantou a cabeça nem fez tenções de ver quem eu era, não liguei e encostei-me à parede ao lado dela. Dois minutos depois, ou nem tanto, o meu telemóvel toca, mensagem da Shermaine, de Singapura: “Estou no metro e tenho vestido um casaco preto e blusa vermelha”. Ou seja, estávamos lado a lado há um bocado e nem nos reconhecemos!

A Shermaine é a típica rapariga asiática, olhos muito em bico, mesmo, cara achatada, cabelo preto e liso. Ela é muito simpática, mesmo, e começámos a falar de Estocolmo e do sítio onde ela está a morar e para onde me vou mudar no final da semana. Aparentemente, os quartos são pequenos mas as áreas comuns são giras e bem equipadas; não há é Internet (ainda!), por isso do próximo fim-de-semana em diante vai ser bem mais complicado escrever no blog todos os dias…

Alguns minutos depois, chega a Eli (chinesa), a Su (alemã) e o cão desta que, confesso, foi o primeiro que eu reconheci! A Eli é baixinha, 1,50 m, cabelo castanho e ondulado (claramente obra do cabeleireiro), e a Su pouco mais alta, com cabelo castanho liso e um piercing no nariz, ar alternativo.

Partimos em direcção às ruas centrais da ilha, onde se encontram as lojinhas e os cafés, para bebermos o dito cafezinho e falarmos um bocado… No caminho, a Su entrou num café para saber se os cães podiam entrar e deixou o cão com a Eli. Quando demos por isso, o cão tinha levantado a perna e começado a fazer chichi nas botas da Shermaine! Lol ainda nos fartámos de rir… Acabámos num café na praça do Museu Nobel, onde ontem estava aquele grupo de música africano. Conversámos um pouco sobre tudo, a cidade, o curso, as pessoas do curso, o tempo (a Shermaine estava completamente chocada porque aparentemente, em Singapura a temperatura mínima ao longo de todo o ano são 27ºC!) … Entretanto, aprendi a minha primeira palavra chinesa (Shie Shie – pelo menos é assim que se diz e significa obrigado) e encomendámos uns bolos fantásticos – eu de chocolate, para variar, mas era enorme e está a dar-me umas dores de barriga que nem vos conto… :-s

Mas o momento alto da tarde (ok, estou a ser um bocado mazinha) foi mesmo quando um pássaro se aliviou em cima da mão da Shermaine – hoje não era mesmo o dia dela, primeiro o cão e depois o pássaro! Apesar de ser um bocado mau, não conseguíamos parar de rir…

E o cocó de pássaro acabou por ser o toque para a debandada, visto que a Shermaine ainda tinha que ir ajudar a Clarissa (uma rapariga do Peru, também do nosso curso) a carregar a bagagem… Separámo-nos na rua das lojas, até amanhã, altura em que vamos conhecer todos os nossos outros colegas e iniciar finalmente o programa de mestrado…

2 comentários:

Anónimo disse...

Joaninhaaaa! Gostei do 3 em 1 ;) para não variar. É só para te desejar boa sorte para o dia de amanhã! hihi Vai ser em grande de certeza :D

*mts beijinhos*

(jolas mornas = sucks!)

Cristiana disse...

Já vi é que são só cromos! :D

Força nisso JO, amanhã é um grande dia, vai ser em grande!

Beijokas