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O corridor está vazio… Uma a uma, as pessoas que eram a nossa segunda família começaram a ir-se embora. Claro que há aqueles que ficam, como a Dasha, a Shermaine, a Clarissa e o Maurijn, e aqueles que vêm, como o Mario, que se muda para o 5º andar amanhã. Ainda assim, dizer adeus foi difícil…
A primeira a ir foi a Sabrina, a alemã do 5º andar. Fomos almoçar com ela ao departamento de Farmacologia para nos despedirmos da nossa companheira de festas e saídas, a meio de Janeiro… Depois o Albert, no final de Janeiro – essa foi a primeira despedida que realmente custou. De repente apercebemo-nos que podíamos ter passado muito mais tempo juntos e nos últimos dias sentimos necessidade de compensar, de fazer o dobro, de aproveitar cada minuto. Na festa de despedida estavam mais de 30 pessoas…
Passa-se um mês e de repente, numa semana, vão-se mais 5. A Claudia, italiana do andar -1, despediu-se dos amigos entre lágrimas e abraços, na quinta à noite. Na sexta à noite, foi altura de dizer adeus à Vivi, numa festa com direito a crepes franceses, antes da sua partida para Paris.
O que fica? Ficam as memórias de bons momentos passados juntos. Fica o espólio que cada um deixa para trás, repartido entre os amigos: a Sabrina deixou um postal na caixa de correio de cada amigo; o Albert deixou-me alguns temperos e chá; da Claudia fiquei com café e “body warmers”; já a Jacomijn e Madelinde, deixaram-me a mim e à Judith a tarefa de tomar conta do seu “armário dos bolos” (cheio de coisas para fazer bolos), e ainda fiquei com uma caneca, vela, incenso, uma toalha, temperos. Parece ridículo, mas antes da partida há sempre esta espécie de leilão em que se distribuem as coisas que não dá para levar…
Mas mais que as coisas, fica a promessa de que a amizade vai continuar e não vai desaparecer com a distância…
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