“De onde és?” “Eu sou de Portugal”
1ºC em Estocolmo, 15ºC em Portimão
E deste modo, há duas semanas atrás, começaram as aulas de sueco. Ainda não aprendi muito, só números, horas, “Como é que te chamas?” e coisas do género.
O pessoal da minha classe é muito simpático, há de tudo (e de toda a parte), incluindo um deus grego (ex-jogador de vólei de praia), uma francesa de Paris, uma carrada de chineses e uma portuguesa chamada Catarina que começou o PhD na Universidade de Coimbra e está a acabá-lo no Karolinska…
Claro que começámos logo a conversar (ela é super querida) e como boas portuguesas começámos a ir contra o sistema e a tentar juntar o pessoal para uma jantarada. Já temos os emails de toda a gente, só falta marcar…
A propósito de jantar e de português, na terça-feira passada (há uma semana exactamente) tivemos um jantar português (cozinhado por mim e pelo Pedro) aqui em Jägargatan. E a ementa foi: chouriço, morcela e farinheira assados no forno com pãozinho fresco para começar; bacalhau com natas e salada para continuar; arroz-doce e doce delícia (uma espécie de doce da casa) para terminar. Foi uma comezaina e peras, bem ao estilo português. E soube tão beeeeeeeeem… :D
24 de fevereiro de 2009
20 de fevereiro de 2009
Oslo
Diz que estivemos na capital da Noruega…
-12ºC em Oslo, -4ºC em Estocolmo, 15ºC em Portimão
OK, só para esclarecer, briolito, que confesso não ser o mais belo dos vocábulos (como diria o nosso caro prof), referia-se mesmo ao frio. Muito frio. Em Oslo esteve quase sempre à volta dos -10ºC e lá houve um dia em que chegou aos -4ºC… Também o resto das vossas dúvidas serão esclarecidas, mas cada coisa a seu tempo… ;)
A cidade
Palácio real...
Fomos ao parque Vigeland, uma das atracções mais famosas da Noruega, com centenas de esculturas pelo escultor norueguês Vigeland (finais do séc. XIX, início do séc. XX), que, segundo eu ouvi um norueguês explicar a uns amigos estrangeiros de visita, era um tipo “sem namorada que tinha que compensar de alguma maneira”. Ora ele compensou esculpindo… gente nua. Montes de gente nua. Sozinhos, aos pares, em grupos, em posições inocentes ou nem tanto, zangados ou contentes, homens, mulheres, crianças. Uma orgia artística que culmina no símbolo do parque, bem no topo de uma colina, que é basicamente um objecto fálico composto de montes de corpos nus empilhados…
Arte, mas de outro tipo, tivemos também no domingo, quando visitámos o museu Munch e vimos o seu famoso quadro “O grito”, bem como muitos outros, de grande qualidade…

O tempo (a neve!)
Eu seeei que estou sempre a falar do tempo, mas em Oslo estava fantástico! Pronto, ok, estavam -10ºC, mas estava neve (uns 20 cm pelo menos) e um sol fantástico no sábado, o que deu azo a muitas brincadeiras na neve que foram, sem dúvida, um dos pontos altos da viagem!
O Gustavo atirava a Dasha ao chão de cada vez que via um monte de neve, envolvemo-nos todos numa luta de bolas de neve, enterrámo-nos na neve, rebolámos na neve, deslizámos encosta abaixo, que é como quem diz, praticámos scu :D Primeiro com um saco plástico, depois com aquelas coisas de plástico (sledges) que não sei o nome em português, emprestadas por um pai de família norueguês super simpático que enquanto descansava com os miúdos nos deixou usar o material todo, até um mini trenó… Foi o melhor que nos podia ter acontecido :D
A companhia
Éramos 11, uma equipa de futebol, como dizia o Gustavo.
A Dasha assumiu o papel de nossa general (o nome que lhe ficou para o resto da viagem), de mapa em punho e a fazer toda a gente levantar-se a horas e decidir-se quanto aos destinos a visitar. O Gustavo esteve um bocado estranho, comportando-se um pouco como um miúdo, ora brincando na neve (como quando atirava a pobre da Dasha ao chão), ora amuando se não íamos onde ele queria. Ele e a Jacomijn fizeram as vezes de casal durante a viagem, apesar de eu vir a saber mais tarde que o Mustafa o viu aos beijos com a Cécile na paragem do autocarro do Karolinska e realmente eles os 2 desapareceram por uns tempos na viagem… Haja alegria. O Maurijn esteve super divertido a viagem inteira, é uma pena que não existam mais pessoas assim (mas de preferência sem namorada).
A Shermaine emprestou algum encanto asiático ao grupo e o resto do pessoal formou a maioria do tempo um grupinho mais ou menos à parte, composto por Cécile, Katarina (Alemanha), Lies (Bélgica), Elisa e Gian Luca (Itália). Apesar de tudo, demo-nos bem e divertimo-nos imenso…
Latinos
E quando no mesmo grupo há pessoal do Brasil, Portugal e Itália, é certo e sabido que a coisa há-de aquecer… Na primeira noite (6ª) encontrámos um bar brasileiro e estivemos a beber caipirinhas (ridiculamente caras, como tudo em Oslo – 89 coroas norueguesas, o que se traduz nuns 9 euros e meio! Vá lá que o Gustavo decidiu oferecer uma rodada geral…) e a ouvir música brasileira.
Na segunda noite fomos a uma discoteca latina um bocado mal frequentada mas não foi por isso que deixámos de nos divertir… Dançámos reggaeton e parece que algumas pessoas estiveram a dançar salsa noutra das muitas salas da discoteca (ouvi dizer que a Dasha dançou com um cubano todo jeitoso). “Parece que” porque, nessa altura, eu não estava com o resto do pessoal… Eu e o Gian Luca começámos a conversar, conversa puxa conversa, num misto de italiano e inglês, e nesta mescla de palavras e línguas perdemos a noção do tempo… ;)
-12ºC em Oslo, -4ºC em Estocolmo, 15ºC em Portimão
OK, só para esclarecer, briolito, que confesso não ser o mais belo dos vocábulos (como diria o nosso caro prof), referia-se mesmo ao frio. Muito frio. Em Oslo esteve quase sempre à volta dos -10ºC e lá houve um dia em que chegou aos -4ºC… Também o resto das vossas dúvidas serão esclarecidas, mas cada coisa a seu tempo… ;)
A cidade
Oslo não é uma cidade feia, mas também não é nada de espectacular. Não tem a majestade de Londres nem a magia de Paris, nem mesmo o tipo de identidade de Estocolmo, com as suas casas em cores quentes e os braços de mar a separarem as diferentes ilhas. É uma capital europeia, de um dos países mais ricos do mundo e que, como tal, tem coisas interessantes para ver. Ponto. Andámos no centro, na zona comercial, fortaleza, palácio real e a nova Ópera, que tem um design fantástico.
Palácio real...Fomos ao parque Vigeland, uma das atracções mais famosas da Noruega, com centenas de esculturas pelo escultor norueguês Vigeland (finais do séc. XIX, início do séc. XX), que, segundo eu ouvi um norueguês explicar a uns amigos estrangeiros de visita, era um tipo “sem namorada que tinha que compensar de alguma maneira”. Ora ele compensou esculpindo… gente nua. Montes de gente nua. Sozinhos, aos pares, em grupos, em posições inocentes ou nem tanto, zangados ou contentes, homens, mulheres, crianças. Uma orgia artística que culmina no símbolo do parque, bem no topo de uma colina, que é basicamente um objecto fálico composto de montes de corpos nus empilhados…
O tempo (a neve!)
Eu seeei que estou sempre a falar do tempo, mas em Oslo estava fantástico! Pronto, ok, estavam -10ºC, mas estava neve (uns 20 cm pelo menos) e um sol fantástico no sábado, o que deu azo a muitas brincadeiras na neve que foram, sem dúvida, um dos pontos altos da viagem!
O Gustavo atirava a Dasha ao chão de cada vez que via um monte de neve, envolvemo-nos todos numa luta de bolas de neve, enterrámo-nos na neve, rebolámos na neve, deslizámos encosta abaixo, que é como quem diz, praticámos scu :D Primeiro com um saco plástico, depois com aquelas coisas de plástico (sledges) que não sei o nome em português, emprestadas por um pai de família norueguês super simpático que enquanto descansava com os miúdos nos deixou usar o material todo, até um mini trenó… Foi o melhor que nos podia ter acontecido :D
A companhia
Éramos 11, uma equipa de futebol, como dizia o Gustavo.
A Dasha assumiu o papel de nossa general (o nome que lhe ficou para o resto da viagem), de mapa em punho e a fazer toda a gente levantar-se a horas e decidir-se quanto aos destinos a visitar. O Gustavo esteve um bocado estranho, comportando-se um pouco como um miúdo, ora brincando na neve (como quando atirava a pobre da Dasha ao chão), ora amuando se não íamos onde ele queria. Ele e a Jacomijn fizeram as vezes de casal durante a viagem, apesar de eu vir a saber mais tarde que o Mustafa o viu aos beijos com a Cécile na paragem do autocarro do Karolinska e realmente eles os 2 desapareceram por uns tempos na viagem… Haja alegria. O Maurijn esteve super divertido a viagem inteira, é uma pena que não existam mais pessoas assim (mas de preferência sem namorada).
A Shermaine emprestou algum encanto asiático ao grupo e o resto do pessoal formou a maioria do tempo um grupinho mais ou menos à parte, composto por Cécile, Katarina (Alemanha), Lies (Bélgica), Elisa e Gian Luca (Itália). Apesar de tudo, demo-nos bem e divertimo-nos imenso…
Latinos
E quando no mesmo grupo há pessoal do Brasil, Portugal e Itália, é certo e sabido que a coisa há-de aquecer… Na primeira noite (6ª) encontrámos um bar brasileiro e estivemos a beber caipirinhas (ridiculamente caras, como tudo em Oslo – 89 coroas norueguesas, o que se traduz nuns 9 euros e meio! Vá lá que o Gustavo decidiu oferecer uma rodada geral…) e a ouvir música brasileira.
Na segunda noite fomos a uma discoteca latina um bocado mal frequentada mas não foi por isso que deixámos de nos divertir… Dançámos reggaeton e parece que algumas pessoas estiveram a dançar salsa noutra das muitas salas da discoteca (ouvi dizer que a Dasha dançou com um cubano todo jeitoso). “Parece que” porque, nessa altura, eu não estava com o resto do pessoal… Eu e o Gian Luca começámos a conversar, conversa puxa conversa, num misto de italiano e inglês, e nesta mescla de palavras e línguas perdemos a noção do tempo… ;)
16 de fevereiro de 2009
Oslo preview...
-12ºC em Oslo, -4ºC em Estocolmo, 16ºC em Portimão
E para quem nem sequer sabia que eu tinha ido a Oslo, um pequeno aperitivo (segue-se o relato detalhado)...

Houve neve e sol, muitas horas a andar, monumentos e lutas na neve, sku, fotos pornográficas com estátuas, 6 pessoas por quarto, noites de pouca dormida, uns quantos beijinhos, ritmos latinos e um briolito... ui ui!!!
E para quem nem sequer sabia que eu tinha ido a Oslo, um pequeno aperitivo (segue-se o relato detalhado)...
Houve neve e sol, muitas horas a andar, monumentos e lutas na neve, sku, fotos pornográficas com estátuas, 6 pessoas por quarto, noites de pouca dormida, uns quantos beijinhos, ritmos latinos e um briolito... ui ui!!!
11 de fevereiro de 2009
Sushi
-1ºC em Estocolmo, 14ºC em Portimão
Sábado foi dia de sushi. Acabada a cadeira dos animais, foi tempo de festejar com uma noite no bar da associação (em que o Niklas engatou uma miúda do 1º ano de Medicina, eu e o sueco giro tivemos uma prestação miserável a jogar bilhar e toda a gente adorou a Sara, a espanhola do meu grupo) e com um dia de muffins (no café "da" Karin) e sushi (em casa da Iskra).
O café onde a Karin trabalha chama-se "Muffin fabriken" (fábrica dos muffins) e de cada vez que lá vamos temos muffins de graça (não controlam o número de muffins, a Karin oferece-nos e nós depois damos gorjetas reforçadas, que são directamente para ela). Os muffins são enormes e uma delícia, com sabores desde chocolate e menta a limão com cardamomo ou pistaccio.
O sushi... só o tinha provado uma vez e não gostei. Mas desta vez foi caseiro, feito por nós sob a direcção artística da Shermaine e ficou mesmo bom!
A Clarissa e a Giulia inventaram uma variante chamada "Sushinito" (Sushi latino, assim pro acastanhado) e o único que não comeu foi o Mustafa, que preferiu um pacote de batatas fritas.

Depois do sushi e de uns quantos muffins trazidos da loja da Karin, foi a vez do cachimbo-de-água e de um divertimento novo (do mesmo tipo daquela noite no Bairro Alto em que ficámos uma hora à frente de um bar a ver quem escorregava nos degraus): tentar fazer bolas de sabão com fumo dentro. É obra... mas não é que houve quem conseguisse?
Sábado foi dia de sushi. Acabada a cadeira dos animais, foi tempo de festejar com uma noite no bar da associação (em que o Niklas engatou uma miúda do 1º ano de Medicina, eu e o sueco giro tivemos uma prestação miserável a jogar bilhar e toda a gente adorou a Sara, a espanhola do meu grupo) e com um dia de muffins (no café "da" Karin) e sushi (em casa da Iskra).
O café onde a Karin trabalha chama-se "Muffin fabriken" (fábrica dos muffins) e de cada vez que lá vamos temos muffins de graça (não controlam o número de muffins, a Karin oferece-nos e nós depois damos gorjetas reforçadas, que são directamente para ela). Os muffins são enormes e uma delícia, com sabores desde chocolate e menta a limão com cardamomo ou pistaccio.
O sushi... só o tinha provado uma vez e não gostei. Mas desta vez foi caseiro, feito por nós sob a direcção artística da Shermaine e ficou mesmo bom!
Depois do sushi e de uns quantos muffins trazidos da loja da Karin, foi a vez do cachimbo-de-água e de um divertimento novo (do mesmo tipo daquela noite no Bairro Alto em que ficámos uma hora à frente de um bar a ver quem escorregava nos degraus): tentar fazer bolas de sabão com fumo dentro. É obra... mas não é que houve quem conseguisse?
2 de fevereiro de 2009
...
(no comments)
Atrofios causados por esta última cadeira... ou o que acontece a 4 raparigas depois de uma semana intensiva de aulas, duas noites de festa mais um "acabanço"... (BHx2: Big Hangover + Broken Heart - o da Clarissa, que acabou com o Pedro)
Atrofios causados por esta última cadeira... ou o que acontece a 4 raparigas depois de uma semana intensiva de aulas, duas noites de festa mais um "acabanço"... (BHx2: Big Hangover + Broken Heart - o da Clarissa, que acabou com o Pedro)
30 de janeiro de 2009
Animal
Djur
-2ºC em Estocolmo, 15ºC em Portimão
Disclaimer: para pessoas que não gostam de ratos, a leitura é segura. Quando não for, eu aviso.
E assim começou a cadeira de Laboratory Animal Science, ou seja, como matar animaizinhos sem eles sofrerem muito, duas semanas, 4,5 ECTS, aulas todos os dias das 9 às 5, ou seja, sobrecarga de trabalho.
Sobre a cadeira em si: no primeiro dia gostei muito, no segundo dia não gostei nada, no terceiro e quarto e quinto assim-assim. A verdade é que, se por um lado acho uma cadeira muito útil, por outro acho isto tudo uma hipocrisia e dá-me pena dos bichos. Por um lado, andam a ensinar-nos que devemos respeitar os comportamentos instintivos e naturais dos animais, a reduzir o seu sofrimento e tudo o mais; no dia a seguir mostram-nos umas jaulas baixíssimas que aquilo nem dá para as ratazanas se porem em pé e quando eu pergunto porque é que não as fazem mais altas dizem que depois dá “menos espaço de arrumação”. Falam-nos do ponto de vista dos tipos das associações de defesa dos direitos dos animais, que são contra toda e qualquer investigação nos mesmos: ora eu não acredito que esses tipos que se andam a armar em defensores da natureza se recusem a tomar comprimidos quando ficam doentes, ou recusem um transplante se dele precisarem para sobreviver – tudo medicamentos e técnicas IMPOSSÍVEIS de desenvolver sem animais. Mas os cientistas que se andam ali à frente a armar em bonzinhos e preocupados com os animais também que se deixem de tretas. Como é que é possível uma pessoa (como nós vimos num filme) ter cães em casa e ir fazer experiências em cães? E não me venham cá falar de equilíbrio da natureza, que a própria investigação biomédica prolonga a vida de forma artificial, contrariando a selecção natural e tornando-nos geneticamente mais fracos. Se fôssemos pelo “equilíbrio e ordem natural”, não fazíamos o que fazemos, tirávamos a roupa e íamos viver para cima das árvores, end of story.
O que é que aprendi nesta cadeira, então? Que temos necessidade da mesma essencialmente para nos sentirmos menos culpados. E lá pelo meio, aprendemos umas coisas sobre as leis e os animais propriamente ditos que, essas sim, têm utilidade. Mas dos animais falo noutro post, que é preciso separar as águas…
-2ºC em Estocolmo, 15ºC em Portimão
Disclaimer: para pessoas que não gostam de ratos, a leitura é segura. Quando não for, eu aviso.
E assim começou a cadeira de Laboratory Animal Science, ou seja, como matar animaizinhos sem eles sofrerem muito, duas semanas, 4,5 ECTS, aulas todos os dias das 9 às 5, ou seja, sobrecarga de trabalho.
Sobre a cadeira em si: no primeiro dia gostei muito, no segundo dia não gostei nada, no terceiro e quarto e quinto assim-assim. A verdade é que, se por um lado acho uma cadeira muito útil, por outro acho isto tudo uma hipocrisia e dá-me pena dos bichos. Por um lado, andam a ensinar-nos que devemos respeitar os comportamentos instintivos e naturais dos animais, a reduzir o seu sofrimento e tudo o mais; no dia a seguir mostram-nos umas jaulas baixíssimas que aquilo nem dá para as ratazanas se porem em pé e quando eu pergunto porque é que não as fazem mais altas dizem que depois dá “menos espaço de arrumação”. Falam-nos do ponto de vista dos tipos das associações de defesa dos direitos dos animais, que são contra toda e qualquer investigação nos mesmos: ora eu não acredito que esses tipos que se andam a armar em defensores da natureza se recusem a tomar comprimidos quando ficam doentes, ou recusem um transplante se dele precisarem para sobreviver – tudo medicamentos e técnicas IMPOSSÍVEIS de desenvolver sem animais. Mas os cientistas que se andam ali à frente a armar em bonzinhos e preocupados com os animais também que se deixem de tretas. Como é que é possível uma pessoa (como nós vimos num filme) ter cães em casa e ir fazer experiências em cães? E não me venham cá falar de equilíbrio da natureza, que a própria investigação biomédica prolonga a vida de forma artificial, contrariando a selecção natural e tornando-nos geneticamente mais fracos. Se fôssemos pelo “equilíbrio e ordem natural”, não fazíamos o que fazemos, tirávamos a roupa e íamos viver para cima das árvores, end of story.
O que é que aprendi nesta cadeira, então? Que temos necessidade da mesma essencialmente para nos sentirmos menos culpados. E lá pelo meio, aprendemos umas coisas sobre as leis e os animais propriamente ditos que, essas sim, têm utilidade. Mas dos animais falo noutro post, que é preciso separar as águas…
26 de janeiro de 2009
新年快乐
(lê-se Sin Yeng Huáila) – Feliz Ano Novo (Chinês)
1ºC em Estocolmo, 11ºC em Portimão
No Sábado ouvi uns rumores sobre umas festas em celebração do Ano Novo Chinês, tanto por parte da Shermaine como do Xinming. Não liguei muito, mesmo tendo sido convidada, porque no domingo não estava com muita vontade de sair de casa. Até que percebi que… Ambas eram no MEU prédio. Para variar!
No primeiro andar foi montada uma verdadeira linha de produção, eram uns 20 e tal chineses, todos a cozinhar, um amassa, outro estende, outro mete recheio, super coordenados e empenhados, durante 2 horas passadas a preparar comida.

E lá fui provando bolinhas de peixe, tarteletes de ovos, bambu, cogumelos picantes (6º andar), várias coisas que não sei bem o que eram mas eram boas, uma coisa tipo um recheio de carne de porco com camarão e especiarias com massa à volta que era ÓPTIMA, uma espécie de frango engordurado que era tão horroroso que tive que o deitar fora, nem engolir consegui, uma tarte que não era chinesa mas sueca de supermercado (1º andar). E o Gustavo ainda fez a gracinha de ir buscar tequila só pela piada de ver chinesas (com a sua baixa resistência ao álcool) embebedarem-se ao primeiro shot. Houve uma coitada que, só com um, ficou a abanar-se uma hora, com a cara completamente vermelha (não estou a exagerar, foi mesmo uma hora). E no fim de tudo, a Jacomijn ainda achou por bem contribuir com os seus muffins de chocolate. Ou seja: enfardar, enfardar, enfardar.
E viva o ano novo chinês! Bom ano do boi para todos!!!
1ºC em Estocolmo, 11ºC em Portimão
No Sábado ouvi uns rumores sobre umas festas em celebração do Ano Novo Chinês, tanto por parte da Shermaine como do Xinming. Não liguei muito, mesmo tendo sido convidada, porque no domingo não estava com muita vontade de sair de casa. Até que percebi que… Ambas eram no MEU prédio. Para variar!
No primeiro andar foi montada uma verdadeira linha de produção, eram uns 20 e tal chineses, todos a cozinhar, um amassa, outro estende, outro mete recheio, super coordenados e empenhados, durante 2 horas passadas a preparar comida.
No sexto, o jantar era dos de Singapura, que não queriam misturas com os chineses (conflitos culturais) mas como são de etnia chinesa celebram as mesmas festas. Aí, o tom foi descontraído, as coisas eram tiradas de pacotes 20 minutos antes de chegarem os convidados e algumas eram cozinhadas mesmo à nossa frente! 
Jantar de Singapura
Jantar de Singapura
Ora eu, convidada para ambas as festas, lá tive que andar a saltitar de uma pra outra, que chatice!!!
Uma das coisas mais estranhas que comi, uma espécie de sobremesa cujo interior sabe bem mas é de textura um bocado nojenta. Um bocado é pouco...
E lá fui provando bolinhas de peixe, tarteletes de ovos, bambu, cogumelos picantes (6º andar), várias coisas que não sei bem o que eram mas eram boas, uma coisa tipo um recheio de carne de porco com camarão e especiarias com massa à volta que era ÓPTIMA, uma espécie de frango engordurado que era tão horroroso que tive que o deitar fora, nem engolir consegui, uma tarte que não era chinesa mas sueca de supermercado (1º andar). E o Gustavo ainda fez a gracinha de ir buscar tequila só pela piada de ver chinesas (com a sua baixa resistência ao álcool) embebedarem-se ao primeiro shot. Houve uma coitada que, só com um, ficou a abanar-se uma hora, com a cara completamente vermelha (não estou a exagerar, foi mesmo uma hora). E no fim de tudo, a Jacomijn ainda achou por bem contribuir com os seus muffins de chocolate. Ou seja: enfardar, enfardar, enfardar.
E viva o ano novo chinês! Bom ano do boi para todos!!!
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