30 de novembro de 2008

Skratta

Rir

4ºC em Estocolmo, 14ºC em Portimão

Os últimos dias resultaram em várias fotos memoráveis que não posso deixar de partilhar.

A primeira aconteceu na nossa visita ao IKEA, quinta-feira. O Niklas começa a experimentar camas e, às tantas, o Mustafa começa a tirar-lhe fotos e há um momento em que o Espen se junta ao Niklas (na mesma cama) e disto resulta a seguinte foto:


Como dizia a Cris, o que destacar? O arzinho de porno gay? A mãozinha do Niklas na perna do Espen (ficou tudo parvo por ele entrar na brincadeira)? Ou a carinha do Espen? LOL.

Depois, como vos disse no último post, houve os anos da Clarissa e o filme que nós decidimos oferecer-lhe, com uma montagem das melhores fotos dela em Estocolmo. O filme ficou de rir, e para uma das partes nós as 3 (eu, Dasha e Shermaine) tivemos que tirar fotos vestidas de nerds. Ficam alguns exemplos:


Chegou então a festa da Clarissa, Christian e Stefania:


Em que eu e o Mustafa tirámos a seguinte foto (adoro a T-shirt dele!):



E houve direito a strip por parte do aniversariante (que não estava particularmente bêbado, mas é um italiano espontâneo como poucos):


Por fim, depois de muito hesitar, decidi publicar aqui temporariamente o vídeo que fizemos para a Clarissa, com o aviso de que não é para menores (já que andam menores a ler o meu blog), tem palavras feias lá no meio e não esquecer que é um vídeo feito entre amigas para visualização privada. A Clarissa adorou e desatou a chorar… Apesar de eu achar que em vocês o efeito deve ser mais o oposto…




28 de novembro de 2008

Nyheter

Novidades

6ºC em Estocolmo, 16ºC em Portimão

As novidades não são muitas, mas aqui fica um apanhado da semana (excepto segunda-feira):

Começaram as aulas de doenças infecciosas. Os três primeiros dias foram um bocado seca, os dois últimos foram excelentes. Resultado: não sei bem o que vos diga…
Uma das aulas foi dada provavelmente no auditório mais cool em que já estive, valeria a pena só pelo auditório, lol. A primeira aula de hoje era de avaliação do nosso prof., que acho que está a concorrer a professor associado, e no fim houve café e bolos à borla para toda a gente! Devia ser sempre assim…

Saíram as notas do exame de Neuro e tive A outra vez, foi o único :) Mas no geral as notas foram bem melhores do que no outro exame…

O Espen mudou-se para cá e logo na primeira noite conseguiu a proeza de se infiltrar no nosso andar e fazer aquilo que temíamos que ele fizesse: de repente voltamo-nos e lá está ele. Lol, que susto :D

O nosso forno (que estava avariado) voltou ontem! Finalmente voltamos a poder cozinhar decentemente…

Ontem fomos numa “visita de estudo” ao IKEA, foi super giro porque éramos imensos! Lá estivemos nas parvoíces do costume de experimentar as camas e tirar fotos parvas… No final da visita ao IKEA passámos ao Outlet de Estocolmo, que tem coisas muito giras e FINALMENTE lá consegui comprar o meu casaco de Inverno (e com desconto)! Não é perfeito, mas cheguei à conclusão de que o casaco de inverno que eu queria não existe...

A temperatura subiu :) e a neve derreteu :(

Chegaram os amigos da Dasha que, com eles, trouxeram álcool da Rússia. Vodka, Bacardi, Bailey’s e tequila. Ontem à noite sentaram-se à volta da mesa da cozinha e em menos de nada, eles os 4 (2 rapazes + 2 raparigas) mais a Dasha despacharam a garrafa de Bacardi (uma das grandes). LOL se a Shermaine sofre os efeitos do gene asiático, deve haver para lá um gene russo com o efeito oposto… :D

A festa do ano cá em Jägargatan acontece amanhã: festa de anos conjunta da Clarissa, Stefania, Mustafa e de um italiano giro do 1º andar chamado Christian. Porquê a festa do ano? Porque os convidados são mais de 100 e ainda não sei como é que lá vão caber… Porque, se bem que de certeza que alguns dos 100 não podem ir, os convidados estão autorizados a levar amigos, o que de certeza que vai aumentar exponencialmente o número de pessoas, até porque toda a gente parece ter amigos de visita este fim-de-semana – 4 da Dasha, 4 da Jacomijn, 3 da Clarissa, 4 da Giulia, 2 da Iskra. Porque até pessoas que geralmente não vão a festas (como a Dhifaf e a Ghazal) dizem que vão a esta. Porque… é a Clarissa e quando a Clarissa está metida ao barulho já se sabe que há diversão assegurada :D

Dentro de momentos tenho que ir juntar-me à Shermaine para continuarmos a preparar a nossa prenda para a Clarissa, um vídeo com uma montagem dos melhores momentos em Estocolmo (e comentários a gozar, como não podia deixar de ser :D). Pode ser que eu depois ponha aqui a versão final para vocês se rirem ;)

24 de novembro de 2008

Snöboll, snögubbe, snödinosaurie… :D

Bola de neve, boneco de neve, dinossauro de neve… :D

0ºC em Estocolmo, 16ºC em Portimão


O exame era longo mas acho que correu razoavelmente bem.

Depois de duas horas e meia de exame, nada melhor do que… Luta de bolas de neve!!! A ideia foi originalmente minha, da Shermaine e da Dasha (quando no outro dia fizemos uma luta de bolas de neve na cozinha), mas depois o Niklas criou um evento no Facebook e teve a ideia de ser rapazes contra raparigas. Do lado dos rapazes: Espen, Niklas, Mario e Mustafa. Raparigas: eu, Clarissa, Dasha, Shermaine, Iskra, Giulia (que foi ao chão, coitada), Karin e Marike. Até que não estava desequilibrado, visto que a nossa pontaria era péssima. Fotógrafo: Xinming.
Foi super divertido e a forma ideal de libertar a tensão do exame!


Equipa das raparigas...



Equipa dos rapazes


Seguiu-se almoço enquanto contemplávamos uma paisagem digna de postais de natal (não parava de nevar) e a seguir fui comprar os bilhetes para a sessão com os prémios Nobel da Medicina, a 12 de Dezembro.

Depois 3 horas de aula para morrer, sobre taxonomia de bactérias e vírus e, por fim, vir para casa fazer um relatório para entregar amanhã. Foi um dia mais que cansativo…

Ainda assim, quando o Albert me veio convidar para fazer um boneco de neve em frente ao prédio, não pude recusar, visto que nunca tinha feito nenhum na minha vida! A Shermaine levou uma cenoura e tudo, super entusiasmada porque, como eu, também era uma novata no assunto. A Jacomijn, Madelinde e Albert lá nos guiaram nas lides de fazer um boneco de neve e, no fim, foi muito giro e ficaram o máximo! Entretanto, chegou o Espen, que a partir de amanhã passa a ser nosso vizinho do 1º andar… Quanto aos bonecos de neve, fizemos um tradicional, com cenoura e cachecol, e um dinossauro de neve! (Na verdade, começou por ser um boneco de neve deficiente, mas a Jacomijn com alguma imaginação lá o transformou num T-rex júnior com muita pinta que até cauda tinha!)

I luv snow

Pessoal do prédio com o boneco de neve e o nosso T-rex júnior em primeiro plano :)

23 de novembro de 2008

Sjukdom

Doença

-2ºC em Estocolmo, 17ºC em Portimão

Patologias – estudo de caso

Cardiovascular
Ao ver / falar / tocar uma certa pessoa, o sistema nervoso simpático desvia o fluxo sanguíneo, por exemplo, para as bochechas, aumenta a pressão sanguínea, o ritmo cardíaco também é maior, com arritmias esporádicas, dando-nos aquela sensação de que o coração vai saltar do peito.
Diagnóstico: talvez não fosse amor, mas pelo menos uma empatia acentuada…

Neurologia
A pessoa em questão tem a capacidade de promover libertação de serotonina e dopamina no meu cérebro, afectando o meu sistema límbico e Nucleus accumbens. Por volta da segunda semana, começam a observar-se perturbações na neurotransmissão, falta de comunicação nas sinapses levando a degeneração axónica e apoptose. A rede neuronal começa a degradar-se, levando a alterações de humor e perturbações na capacidade comunicativa.
Diagnóstico: excesso de transmissão sináptica nos primeiros dias levou a uma sobrecarga do sistema, que começou a apresentar falhas.

Cancro
Devido a sinais exógenos por parte de células malignas na periferia, o programa de proliferação celular foi alterado, apresentado sinais de elevada instabilidade genómica e mutações que o fazem comportar-se de forma diferente do esperado. Antes que os danos sejam irreparáveis, decide-se proceder à apoptose e, felizmente, parece que foi a decisão certa: depois de um período de recobro, com sintomas indesejáveis, verificou-se remissão total das células cancerosas e restabelecimento da comunicação normal célula-célula.
Diagnóstico: é como quem diz, acabámos mas ficámos amigos.

Não se preocupem, está tudo bem… Se bem que, depois de um chorrilho de disparates destes, compreendo que ponham em causa o meu discernimento… Mas acho que este não estará tão afectado pelo fim da relação como pelo facto de estar fechada em casa a estudar há 3 dias :D

P.S. O próximo módulo é sobre doenças infecciosas... Será que vou ficar doente outra vez, infectada por um novo agente infeccioso? Era só o que faltava para o quadro clínico ficar completo...

22 de novembro de 2008

Vit


Branco

-2ºC em Estocolmo, 21ºC em Portimão

Acordar de manhã e abrir as persianas para ver o mundo pintado de branco é algo a que não estou habituada. Afinal de contas, não há neve na Praia da Rocha… Agora já parou de nevar, mas houve momentos em que a neve caía furiosa, em flocos grandes, desencorajando qualquer pensamento de sair à rua… Mas a Dasha tinha razão: mesmo em dias escuros e pequenos, a neve torna tudo mais brilhante, claro, mágico. Uma pessoa sempre fica com outra moral, mesmo tendo que ficar fechada em casa a estudar…








21 de novembro de 2008

Beställning

Encomenda

-2ºC em Estocolmo, 18ºC em Portimão

Lembro-me de inúmeras conversas de professores da escola que “exportaram” os filhos para outros países… O David está nos EUA, a Lara em Inglaterra, o Manel no Luxemburgo. Tudo parece fácil, “straight-forward”, quando toca aos outros, e nem paramos para pensar no que significa essa ausência para eles e para as famílias… Até que nos toca a nós e então apercebemo-nos do que realmente implica uma pessoa dizer “o meu filho está do outro lado do mundo”.

Para a família, é ver a partida no aeroporto e saber que não vão ver a filha(o) / irmã(o) durante meses, é a casa vazia, responder às perguntas das pessoas sobre nós todos os dias, “ela está bem, muito frio por lá…”, tentar manter os dias o mais ocupados possíveis porque quando se volta a casa esta está vazia, e só restam ecos de risos, memórias, conversas. É esperar, contar os minutos pelas conversas no Skype e dar graças pela invenção da Internet, que permite ver a pessoa querida do outro lado, em tempo real, em vez de se contar os segundos de uma chamada internacional, demasiado cara, ou tentar ler nas entrelinhas de uma carta escrita vários dias antes de chegar ao destino. E enquanto se fala no Skype, por momentos, a cara e a voz que conhecemos voltam a encher a sala e aliviam a saudade…

Para nós, os “emigrados”, é a descoberta: um país novo, uma cultura nova, uma língua para aprender, pessoas para conhecer, e trabalho, que afinal foi para isso que para cá viemos. Há dias em que tudo parece normal, já nos habituámos à rotina, a ter aulas todos os dias e exames de duas em duas semanas, a ver o pôr-do-sol às 3 da tarde, a vestir quilos de roupa antes de sair à rua, a chamar os nossos amigos por nomes como Shermaine, Dashinka, Mustafa ou Khairun, em vez dos antigamente habituais João, Tânia, Cláudia, Cristiana… Falar em inglês o dia inteiro já não é estranho, e algumas palavras começam a sair mais facilmente nessa língua do que em português. E a verdade é que andamos sempre tão ocupados que a maior parte das vezes nem pensamos “Ah é verdade, estou na Suécia!”

Mas há dias… Há dias em que voltamos do supermercado, de sacos na mão, apressados de volta a casa, e em que, num momento aleatório e sem nada de especialmente diferente do momento anterior ou do momento seguinte, paramos no meio da estrada, olhamos em redor, para a noite escura que nos envolve às 4 da tarde, para os prédios de tijolo vermelho, para um casal que passa por nós em conversas que não conseguimos decifrar, cabelos louros, por vezes quase brancos de tão claros, olhos azuis e pele clara, o tempo é gélido e as roupas grossas, e quando chegar a casa sei que não vou ter o acolhimento da família nem um caldo verde quentinho nem um arroz de pato acabado de sair do forno… E é então que olho em volta e penso: “é verdade, estou na Suécia!” e a saudade aperta…

É por isso que sabe tão bem receber uma encomenda. Um pedaço de Portugal transportado para a Suécia, uma ligação entre os dois mundos que nos fazer recordar: é dali que eu venho. A casa que conheci ainda existe, com as minhas pessoas, as minhas coisas, os meus sabores. E saber que posso lá voltar um dia…


"Postal dos correios (João Gil)

Querida mãe, querido pai. Então que tal?
Nós andamos do jeito que Deus quer
Entre dias que passam menos mal
Lá vem um que nos dá mais que fazer

Mas falemos de coisas bem melhores
A Laurinda faz vestidos por medida
O rapaz estuda nos computadores
Dizem que é um emprego com saída

Cá chegou direitinha a encomenda
Pelo 'expresso' que parou na Piedade
Pão de trigo e linguiça pra merenda
Sempre dá para enganar a saudade

Espero que não demorem a mandar
Novidade na volta do correio
A ribeira corre bem ou vai secar?
Como estão as oliveiras de 'candeio'?

Já não tenho mais assunto pra escrever
Cumprimentos ao nosso pessoal
Um abraço deste que tanto vos quer
Sou capaz de ir aí pelo Natal"

19 de novembro de 2008

Poker, piano, personer

Poker, piano, pessoas

1ºC em Estocolmo, 19ºC em Portimão

Hoje foi um dia bom. Normal, mas ainda assim…

Mas comecemos por ontem, dia da primeira sessão do torneio de poker do nosso corredor. Foi também o dia de anos de uma holandesa, a Lisa, que fez bolo para nós todos e juntámo-nos, vários, à volta da mesa da cozinha, a jogar poker e a comer bolo… Foi óptimo para relaxar destas semanas de aulas, que têm sido intensivas e muito cansativas. Eu não sabia jogar, mas o Martijn encarregou-se de explicar as regras para toda a gente e agora já estou pró :P Não, não ganhei, perdi as fichas quase todas, mas não jogámos a dinheiro, logo não faz mal :)

Hoje… foi mais um dia de aulas, em mais um auditório em que nunca tínhamos estado antes. Depois de uma hora a ouvir falar em oncogenes, por um professor não particularmente interessante, saio da sala para um intervalo de 15 minutos e eis que dou de caras com… Um piano! Há vários espalhados pelo Karolinska, nos sítios mais inesperados, desde o bar à associação de estudantes a um dos corredores do hospital a, como hoje, um hall de entrada da unidade de investigação sobre cancro. Lá andei de um lado para o outro, a rondar o piano, sem saber se devia sentar-me a tocar ou não, com uma vontade imensa de tocar mas por outro lado inibida pelas pessoas do meu curso que lá estavam… Por fim, lá me sentei, abri-o, senti as teclas, os pedais, olhei em volta e vi que eram apenas 3 pessoas a assistir, logo, mal menor, e lá comecei… Com a Für Elise.
Não sei por que é que de cada vez que me sento ao piano tenho tendência para tocar essa música primeiro, talvez porque já a saiba de cor e a hipótese de me enganar seja mínima, mesmo eu não tocando há meses… E a partir do momento em que se começa a tocar, pronto, já sabem, fico noutro mundo :D Quando acabei tive direito a salva de palmas e lá me lancei a tocar as primeiras notas da “Claire de lune” e, por fim, a sonata ao luar, a pedido da Dhifaf. No final, até o professor ficou lá a ouvir-me e felicitou-me por “tocar muito bem”. Recebi imensos elogios, o que sabe sempre bem, desde a Su ao Espen (em português, claro), o Mustafa, o Niklas, o Haythem, que me pôs um papelinho no meu caderno, já durante a aula, a dizer “U rock!”. Lol. Soube-me tão bem… Quem me dera poder tocar mais vezes. Mas, de preferência, sem tanta gente a ver…


Pessoas… Nesta altura do curso, já passou a fase do encantamento, começam a surgir as tricas e discussões e chatices, e é engraçado ver como, por exemplo, muitas pessoas têm uma opinião diferente da Marike do que eu pensava. A Marike é meio francesa, meio sueca. Fala alto e gesticula, tem opinião sobre tudo (mas absolutamente tudo!) e esta opinião, 90% das vezes, é negativa.
A minha primeira impressão da Marike foi que ela era um bocado parva, depois comecei a dar-me bem com ela e a achar piada àquela maneira de ser, e, por fim, comecei a cansar-me. Pode ser que o meu cansaço, no meu caso particular, tenha sido despoletado pelo facto de ela ter metido bastante o bedelho na minha relação com o Niklas, mas toda a gente que a ouve, acha graça nas primeiras vezes, as segundas abana a cabeça e ignora, às terceiras começa a exasperar-se. Comecei a notar isso em conversas com a Shermaine, a Dasha e a Clarissa, que no início, tal como eu, também se davam com ela, e que eu achava que tinham dela a melhor ideia… Afinal não. Já estão um bocado fartas daquela mania de se achar, de pensar que a sua opinião é a lei, que a sua voz é a do grupo e que sempre que fala, fala por todos e que todos têm absolutamente que concordar com ela. É difícil de explicar a quem não a conhece as entoações afectadas, os trejeitos de cabeça sempre que fala, os gestos com os braços que parece que vai decapitar alguém, e, especialmente, a dureza com que responde a quem quer que se atreva a questionar sua excelência (Queen B., chama-lhe a Shermaine, baseada numa personagem da série “Gossip Girl”).
Hoje foi o Mario, que deve ser uma das pessoas mais pacíficas que conheço, e que supostamente era dos que se davam melhor com ela (se descontarmos o Niklas e o Mustafa, que lhe dão o desconto), acabou o dia a dizer, e passo a citar: “Jurei a mim mesmo que se ela fizesse mais uma observação lhe cortava a carótida.” LOL. Enfim, violência à parte, não pode deixar de irritar uma pessoa que toma qualquer pequena observação como um insulto, que trata os outros como “you people”, que é a primeira a apontar como todos os outros fazem imensos erros, como tudo está mal organizado, que o curso é super básico para o background dela em Biomedicina – mas depois vai-se a ver e tirou D, mas, como ela se encarregou de apontar a mim e à Su (as duas pessoas que tiraram A), os As não querem dizer nada e podia tirar-se um A naquele exame sem se saber nada, até porque os exames nunca avaliam o que realmente sabemos. Enfim, dor de cotovelo é danada…


E por que é que digo, no fim disto tudo, que foi um bom dia? Porque toquei piano :D E porque, no fim do dia, ao sentar-me no autocarro para vir para casa, adormeci e acordei à porta de casa, noite cerrada, com neve a cair, aos rodopios debaixo da luz amarelada dos candeeiros da rua, a pousar no espelho de água em frente ao hospital… Claire de lune, claire de neige…